Agência de Metrologia orienta consumidores sobre economia de energia com a chegada do tempo quente

O selo é a principal evidência de que o produto passou pelo processo de certificação e está em conformidade com os requisitos técnicos de segurança e desempenho estabelecidos na legislação - Fotos: Brenda Ramos/Governo do Tocantins

Com a aproximação das altas temperaturas no Tocantins, cresce a demanda por eletrodomésticos que ajudem a amenizar o calor, como ventiladores, ar-condicionado, geladeiras e freezers. Esse aumento no consumo, porém, pode impactar diretamente na conta de energia elétrica. Para ajudar o consumidor a economizar, a Agência de Metrologia, Avaliação da Conformidade, Inovação e Tecnologia do Estado do Tocantins (AEM), órgão delegado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), destaca a importância do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE).

A iniciativa do Inmetro classifica os eletrodomésticos conforme sua eficiência energética, oferecendo ao consumidor informações seguras na hora da compra. Os produtos mais eficientes recebem o selo “A”, enquanto os menos eficientes podem chegar à classificação “G”, dependendo da categoria.

“Enquanto órgão vinculado ao Sistema de Defesa do Consumidor, temos atuado para orientar a população e incentivar a busca por produtos de qualidade e com melhor desempenho energético”, afirma o presidente da AEM, Ronan Dorneles de Sousa.

Economia consciente

De acordo com a Agência de Metrologia, é essencial que o consumidor observe a etiqueta de eficiência energética do Inmetro no momento da compra. Equipamentos classificados como “A” podem representar uma economia significativa na conta de luz, mesmo que o investimento inicial seja um pouco mais alto.

Além disso, é proibido que lojistas retirem as etiquetas dos produtos antes da venda. O selo garante ao consumidor o direito de saber exatamente o nível de consumo energético do equipamento adquirido.

“Comprar um eletrodoméstico mais barato, mas com baixa eficiência, pode significar um gasto maior no longo prazo. Por isso, é essencial verificar o selo de classificação”, destaca a AEM.

Como interpretar o selo

Os produtos com selo “A” são testados em laboratórios e comprovadamente consomem menos energia. A etiqueta exibe a eficiência do produto, com classificação que varia de A (mais eficiente) a G (menos eficiente), dependendo da categoria.

Fique atento às embalagens

As etiquetas e rótulos também são considerados publicidade e, por isso, devem ser verdadeiros. Ao certificar um produto, o Inmetro assegura que todas as informações descritas são confiáveis — desde o consumo de energia até os possíveis riscos à saúde. O consumidor, portanto, deve dedicar tempo à leitura das embalagens antes de efetuar a compra.

Dicas práticas para economizar energia

Ar-condicionado

Calcule o impacto no consumo antes da compra.

Compare o consumo de diferentes modelos e escolha o mais eficiente.

Mantenha portas e janelas fechadas nos ambientes refrigerados.

Use cortinas ou toldos para reduzir a entrada de calor.

A temperatura ideal indicada pelo Inmetro é de 23 °C.

Evite configurar o aparelho para 17 °C achando que ele irá refrigerar mais rápido — isso só aumenta o consumo.

Ventilador

Ventiladores gastam menos energia que ar-condicionado e são boas alternativas.

Observe a vazão de ar na etiqueta do Inmetro e prefira modelos com maior eficiência.

Mantenha o aparelho limpo e com manutenção em dia.

Desligue o ventilador ao sair do ambiente.

Refrigerador

Mantenha distância adequada entre o equipamento e a parede para facilitar a troca de calor.

Evite abrir a porta frequentemente.

Nunca coloque alimentos quentes diretamente na geladeira.

Verifique periodicamente as borrachas de vedação das portas.

Não utilize o condensador (serpentina traseira) para secar roupas, pois isso aumenta o consumo.

Sobre o Programa Brasileiro de Etiquetagem

Criado pelo Inmetro, o PBE tem como objetivo informar e orientar os consumidores na escolha de produtos mais eficientes. O programa é uma importante ferramenta de transparência no comércio, estimulando a competitividade e a inovação tecnológica na indústria brasileira, além de contribuir diretamente para a redução no consumo de energia elétrica.

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