Categoria: Economia

  • Mais de 90% dos aposentados que fizeram acordo foram ressarcidos

    Mais de 90% dos aposentados que fizeram acordo foram ressarcidos

    O número de aposentados e pensionistas ressarcidos após os descontos indevidos em seus benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está em 1,64 milhão. Dado representa 98,5% das 1,66 milhão de pessoas que fizeram acordo de reparação com o governo federal para receber o ressarcimento.

    O número, divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Ministério da Previdência Social, foi alcançado na quinta-feira (7). Com isso, a expectativa é que fique ainda maior nos próximos dias, uma vez que, segundo o governo, mais de 2,43 milhões de beneficiários estão aptos a aderir ao acordo.

    “Desse total, 68,6% formalizaram a solicitação e praticamente todos receberam. O pagamento é feito com segurança e agilidade, sem necessidade de apresentar documentos ou informar dados bancários”, informou o ministério ao projetar que cerca de 700 mil pessoas ainda podem aderir ao acordo e receber o dinheiro em apenas três dias.

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    Quem pode aderir?

    Podem aderir ao acordo os aposentados e pensionistas que contestaram os descontos indevidos e não receberam resposta da entidade ou associação após 15 dias úteis.

    A adesão é gratuita e, antes de assinar o acordo, os aposentados e pensionistas podem consultar o valor que têm a receber.

    A adesão é feita exclusivamente pelos seguintes canais:

    • Aplicativo ou site Meu INSS

    Meu Inss

    Agências dos Correios

    A central telefônica 135 está disponível para consultas e contestações, mas não realiza adesão ao acordo.

    Como aceitar o acordo pelo aplicativo Meu INSS?

    1. Acesse o aplicativo Meu INSS com CPF e senha;

    2. Vá até “Consultar Pedidos” e clique em “Cumprir Exigência” em cada pedido (se houver mais de um);

    3. Role a tela até o último comentário, leia com atenção e, no campo “Aceito receber”, selecione “Sim”;

    4. Clique em “Enviar” e pronto. Depois, basta aguardar o pagamento

    Como funciona o processo até a adesão ao acordo?

    1. O beneficiário registra a contestação do desconto indevido;

    2. Aguarda 15 dias úteis para que a entidade responda;

    3. Se não houver resposta nesse prazo, o sistema abre a opção para adesão ao acordo de ressarcimento.

  • Governador Wanderlei Barbosa recebe embaixador de Portugal e fortalece cooperação institucional com foco em turismo, comércio e intercâmbio

    Governador Wanderlei Barbosa recebe embaixador de Portugal e fortalece cooperação institucional com foco em turismo, comércio e intercâmbio

    O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, recebeu nesta sexta-feira, 08, no Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, o embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos, em uma visita oficial marcada por diálogos sobre parcerias institucionais em áreas estratégicas como turismo, meio ambiente, agropecuária, mineração, educação e comércio internacional.

    Durante o encontro, também foi discutida a possibilidade de instalação de um Consulado Honorário de Portugal em Palmas, ampliando a presença diplomática portuguesa no Estado.

    “Com muita satisfação, discutimos pautas importantes de intercâmbio educacional, turismo, agronegócio e fortalecimento econômico. Queremos promover essa integração entre o Tocantins e Portugal, buscando oportunidades por meio da embaixada portuguesa no Brasil”, afirmou o governador Wanderlei Barbosa.

    Primeira visita ao Tocantins

    Essa foi a primeira visita oficial do embaixador Luís Faro Ramos ao Tocantins. O diplomata destacou o potencial de estreitar os laços entre o Estado e Portugal:

    “É uma grande satisfação estar aqui. Comecei a me reunir com o governador e sua equipe, e fiquei muito interessado nas áreas de cooperação apresentadas. Já existe um relacionamento com o Tocantins, inclusive universitário, e minha visita tem o objetivo de identificar novas possibilidades para dinamizar essa relação”, declarou.

    A visita integra a programação comemorativa dos 200 anos das relações diplomáticas entre Brasil e Portugal, iniciadas com a assinatura do Tratado de Paz, Amizade e Aliança, em 1825.

    Consulado Honorário em Palmas

    O embaixador manifestou interesse na criação de um Consulado Honorário em Palmas, destacando a ausência de representação consular direta no Estado, o que obriga os cidadãos portugueses residentes no Tocantins a se deslocarem até Brasília para tratar de assuntos consulares.

    “Estou buscando identificar cidadãos portugueses ou descendentes que possam assumir essa função. Considero importante facilitar o acesso a serviços consulares para os que vivem aqui”, explicou Luís Faro Ramos.

    Plano de turismo para o Jalapão

    Um dos principais temas discutidos foi a proposta de cooperação para elaboração de um plano de desenvolvimento turístico para o Jalapão, que deverá ganhar impulso com a inauguração do aeroporto de São Félix do Tocantins, prevista para dezembro deste ano.

    “Solicitamos apoio de Portugal, que é referência no setor, para colaborar na construção de um plano estratégico para o novo Jalapão, que deixará de ser uma região isolada com a chegada da infraestrutura. O momento exige planejamento e Portugal pode contribuir muito com essa expertise”, destacou o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis. 

    A construção do aeroporto está sob responsabilidade da Secretaria de Estado do Turismo (Setur) e representa um dos maiores investimentos do governo estadual na área, com recursos da ordem de R$ 20 milhões.

    Câmara de Comércio e setor agropecuário

    Também foi debatida a criação de uma Câmara de Comércio Portuguesa no Tocantins, com o objetivo de fortalecer relações comerciais e fomentar negócios entre empresas tocantinenses e portuguesas.

    “Queremos criar uma estrutura que favoreça a troca comercial entre Portugal e o Tocantins, incentivando o fluxo de investimentos e o crescimento econômico”, afirmou o embaixador.

    O secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Carlos Humberto Lima, destacou que a proposta está alinhada com a política de internacionalização promovida pelo Governo do Estado.

    “Sob orientação do governador Wanderlei Barbosa, estamos avançando em tratativas com investidores portugueses, especialmente para o Jalapão, e discutindo a viabilidade de instalar um consulado e uma Câmara de Comércio bilateral em nosso território”, pontuou.

    No setor agropecuário, o secretário Jaime Café sugeriu parcerias para a valorização da cadeia produtiva do leite:

    “Portugal tem tradição na produção de queijos e derivados. Produzimos muito leite no Tocantins e vemos uma oportunidade de qualificar nossos produtores e agregar valor à produção”, avaliou.

    Presenças

    Participaram da reunião os secretários de Estado Deocleciano Gomes (Casa Civil), Murilo Centeno (Controladoria-Geral do Estado), Donizeth Aparecido Silva (Fazenda), Sergislei de Moura (Planejamento e Orçamento), Márcio Rocha (Comunicação); o presidente da Agência de Mineração do Tocantins (Ameto), Milton Neris; o presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), Osires Damaso, além de representantes de outras pastas do Governo do Estado.

     

    Reportagem: Patrícia Alves / Combinado Notícias

  • Saques da poupança superam depósitos em R$ 6,25 bilhões em julho

    Saques da poupança superam depósitos em R$ 6,25 bilhões em julho

    Os saques em cadernetas de poupança superaram os depósitos em R$ 6,25 bilhões no mês de julho deste ano. O resultado decorre de um total de R$ 363,57 bilhões em depósitos; e de R$ 369,82 bilhões em saques no mês.

    É o que mostra o Relatório de Poupança, divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Banco Central, em Brasília.

    De acordo com o documento, os rendimentos creditados em julho nas contas de poupança ficaram em R$ 6,47 bilhões. Com isso, o saldo se manteve pouco acima de R$ 1 trilhão.

    Mais números

    Em junho, os depósitos feitos em poupança estavam maiores do que os saques em R$ 2,12 bilhões. Em julho do ano passado, a situação era inversa, com os saques superando os depósitos em R$ 908,6 milhões.

    No acumulado de 2025, os saques superaram os depósitos em R$ 55,9 bilhões.

    Entre os motivos que levam a um cenário em que os saques na poupança são maiores do que os depósitos figura a alta da taxa básica de juros (Selic), que está atualmente em 15% ao ano.

  • Petrobras aprova pagamento de dividendos a acionistas

    Petrobras aprova pagamento de dividendos a acionistas

    O Conselho de Administração da Petrobras aprovou o pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio a acionistas, no valor de R$ 8,66 bilhões, equivalente a R$ 0,67192409 por ação ordinária e preferencial em circulação, como antecipação da remuneração relativa ao exercício de 2025, declarada com base no balanço de 30 de junho último.

    O pagamento será realizado em duas parcelas: a primeira no dia 21 de novembro e, a segunda, no dia 22 de novembro deste ano.

    O pagamento está alinhado à política de remuneração aos acionistas vigente. Ela prevê que, em caso de endividamento bruto igual ou inferior ao nível máximo de endividamento definido no Plano de Negócios em vigor (atualmente US$ 75 bilhões), e observadas as demais condições da política, a Petrobras deverá distribuir aos seus acionistas 45% do fluxo de caixa livre. Esta distribuição não compromete a sustentabilidade financeira da companhia.

    Pagamento

    Os proventos serão pagos em duas parcelas em novembro e dezembro de 2025 da seguinte forma:

    Valor a ser pago: R$ 0,67192409 por ação ordinária e preferencial em circulação, sendo que a primeira parcela – no valor de R$ 0,33596205 por ação ordinária e preferencial em circulação – será paga em 21 de novembro de 2025, integralmente sob a forma de juros sobre capital próprio.

    A segunda parcela, no valor de R$ 0,33596204 por ação ordinária e preferencial em circulação, será paga em 22 de dezembro de 2025, sendo R$ 0,20092175 sob a forma de dividendos e R$ 0,13504029 sob a forma de juros sobre capital próprio.

    Data base da posição acionária

    Data base: dia 21 de agosto de 2025 para os detentores de ações de emissão da Petrobras negociadas na Bolsa de Valores e record date em 25 de agosto de 2025 para os detentores de ADRs negociados na New York Stock Exchange (NYSE). As ações da Petrobras passarão a ser negociadas ex[1]direitos na Bolsa de Valores a partir de 22 de agosto de 2025.

  • Plano de contingência ao tarifaço deve sair até terça, diz Alckmin

    Plano de contingência ao tarifaço deve sair até terça, diz Alckmin

    O plano de contingência para ajudar os setores afetados pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos deve sair até terça-feira (12) , disse o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

    Segundo ele, haverá uma “régua” para considerar a variação de exportações dentro de um mesmo setor, para tornar o socorro mais preciso.

    “Ele [o plano de contingência] foi apresentado ao presidente Lula, que terminou ontem tarde da noite o trabalho [de leitura]. O presidente vai bater o martelo e aí vai ser anunciado. Se não for amanhã, provavelmente na segunda ou terça-feira”, disse Alckmin ao conceder entrevista nesta quinta-feira (8) no estacionamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

    De acordo com Alckmin, o plano de contingência procurará ter foco, para ajudar as empresas mais afetadas pela imposição da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros pelo governo de Donald Trump.

    O vice-presidente afirmou que será instituído um parâmetro para avaliar os efeitos das tarifas sobre cada setor da economia, baseado no grau de exportações para os Estados Unidos .

    “Há setores em que mais de 90% [da produção] vai para o mercado interno, com exportações de 5%, no máximo 10%. E tem setores em que metade do que se produz é para exportar. E tem setores que exportam mais da metade para os Estados Unidos. Então, foram muito expostos, estão muito expostos”, declarou.

    Citando o setor de pescados, Alckmin disse que o plano pretende diferenciar os produtos com maior ou menor exposição ao mercado estadunidense.

    “Às vezes dentro de um próprio setor, você tem uma diferenciação de quem exporta mais e menos”, destacou. “No caso da tilápia, o maior consumo é interno. Já o atum tem a maior parte da produção destinada à exportação”, acrescentou.

    Embaixador

    Alckmin não entrou em detalhes sobre a reunião que teve com o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar .

    Apenas disse que o encontro foi “muito bom”.

    A reunião ocorreu fora da agenda nesta tarde. Antes de encontrar o vice-presidente, Escobar reuniu-se com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS).

    Após sair do ministério, Escobar visitou a Câmara dos Deputados.

    Calçados

    Antes de encontrar-se com o representante da embaixada estadunidense, Alckmin reuniu-se com a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Segundo o vice-presidente e ministro, o setor será bastante afetado pelo tarifaço, com o couro, matéria-prima para os calçados sofrendo um impacto maior.

    “Recebi agora o setor de calçados, a Abicalçados. É um setor também afetado, que usa muita mão de obra. Mas, mais afetado que o calçado, é o couro. O couro, mais de 40% [da produção] é para exportação”, comentou.

  • Alckmin se reúne fora da agenda com representante da embaixada dos EUA

    Alckmin se reúne fora da agenda com representante da embaixada dos EUA

    O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin, reuniu-se nesta quinta-feira (7) com o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar. O encontro ocorreu fora da agenda e no dia seguinte à entrada em vigor da tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros pela maior economia do planeta.

    A reunião foi realizada no prédio do ministério, em Brasília. No entanto, nem a pasta, nem a embaixada dos EUA detalharam o teor da conversa. O Mdic apenas informou que o encontro tratou das relações bilaterais entre o Brasil e os Estados Unidos.

    Em meio às negociações sobre o tarifaço, Escobar é o principal interlocutor do governo estadunidense no Brasil. Até agora, o governo de Donald Trump não designou um embaixador para o país, após a saída de Elizabeth Bagley do cargo, em janeiro deste ano.

    Antes de se reunir com Alckmin, Escobar encontrou-se com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS). Após sair do ministério, Escobar esteve na Câmara dos Deputados, deixando o Congresso Nacional há pouco.

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    Desde ontem (6), os Estados Unidos taxam em 50% parte das importações de produtos brasileiros. Segundo o Mdic, a tarifa máxima de 50% afeta 35,9% das vendas de produtos brasileiros aos Estados Unidos, e 44,6% estão na lista de exceções e continuam a pagar 10% de tarifa.

    Entre os itens que não foram sobretaxados pelos Estados Unidos, estão suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e peças, fertilizantes e produtos energéticos. No entanto, as exportações de carne e de café foram sobretaxadas e pagam 50%.

    Atualmente, o governo finaliza o plano de contingência para ajudar os setores afetados pelo tarifaço. A data de apresentação da medida provisória ainda não foi anunciada.

  • Governador Wanderlei Barbosa e ministro da Agricultura discutem abertura de novos mercados de exportação

    Governador Wanderlei Barbosa e ministro da Agricultura discutem abertura de novos mercados de exportação

    O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, reuniu-se com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, nesta quarta-feira, 6, em Brasília, para discutir estratégias que garantam a proteção do setor agropecuário tocantinense frente à nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre determinados produtos brasileiros. O encontro teve como foco principal a busca por novos mercados para exportações, especialmente da carne bovina, que representa cerca de 60% das vendas do Tocantins para o mercado norte-americano.

    Entre janeiro e junho de 2025, o Estado exportou aproximadamente US$ 25 milhões em carne bovina para os Estados Unidos. “Estamos trabalhando para abrir novos mercados que possam compensar possíveis perdas com essa taxação. O objetivo é assegurar apoio aos nossos produtores rurais e pecuaristas, e, para isso, contamos com o suporte do Governo Federal”, destacou o governador Wanderlei Barbosa.

    O ministro Carlos Fávaro reforçou que o Governo Federal está empenhado na ampliação dos mercados internacionais para produtos brasileiros. Em relação à carne bovina, citou avanços nas negociações com países como México, Coreia do Sul, Vietnã, Turquia e Japão. “Hoje, exportamos carnes para 160 países. Essas parcerias são estratégicas e fundamentais para o crescimento do setor”, afirmou.

    Negociações contra a taxação

    Carlos Fávaro também explicou que o Governo Brasileiro tem intensificado as negociações para ampliar a lista de produtos isentos da nova tarifa. “Estamos atuando para que itens como carne bovina, pescado e café fiquem fora da taxação. Ainda não há uma decisão final, mas há expectativa de pressão interna nos Estados Unidos, considerando o impacto inflacionário que essa medida pode gerar por lá”, pontuou.

    O ministro sugeriu ainda que o Tocantins avance no investimento em rastreabilidade do rebanho, uma exigência crescente de mercados internacionais. “Muitos países, sobretudo da Europa, exigem carne de áreas livres de desmatamento. A adoção de chips nos animais tem sido um diferencial competitivo importante”, destacou.

    Apoio do setor produtivo

    Presente na reunião, o presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes do Tocantins, Oswaldo Stival Júnior, reconheceu o empenho do Governo Federal na abertura de novos mercados, mas pediu atenção especial ao Tocantins. “A inclusão dos frigoríficos do Estado nessas novas parcerias, somada a eventuais compensações fiscais que estão sendo estudadas, é fundamental para garantir a segurança dos nossos produtores e a continuidade da produção neste momento desafiador”, afirmou.

    A comitiva tocantinense contou ainda com a presença do senador Eduardo Gomes; dos deputados federais Alexandre Guimarães e Antonio Andrade; do presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), Amélio Cayres; do deputado estadual Luciano Oliveira; do secretário de Estado da Comunicação, Márcio Rocha; do secretário extraordinário de Representação do Tocantins em Brasília, Carlos Manzini Júnior; do secretário de Indústria, Comércio e Serviço, Carlos Humberto; e do secretário de Agricultura e Pecuária, Jaime Café.

  • Eletrobras registra lucro líquido de R$ 1,469 bilhão no 2º trimestre

    Eletrobras registra lucro líquido de R$ 1,469 bilhão no 2º trimestre

    A Eletrobras registrou no segundo trimestre deste ano um lucro líquido ajustado de R$ 1,469 bilhão, aumento de 43% na comparação com o mesmo período de 2024, quando obteve um resultado de R$ 1,025 bilhão. Os dados financeiros da empresa do setor elétrico foram divulgados nessa quarta-feira (6).

    Com isso, os mais de 240 mil acionistas vão receber R$ 4 bilhões de dividendos extras aprovados pela empresa. O valor será creditado no dia 28 deste mês e reflete a metodologia de alocação de capital da Eletrobras.

    No início do ano, a Eletrobras já havia distribuído outros R$ 4,1 bilhões relativos ao desempenho de 2024, no que foi o terceiro maior pagamento de dividendos da história da empresa.

    “A companhia manteve seu foco em eficiência e disciplina de capital, e nossos resultados na comercialização de energia foram positivos, afirmou Ivan Monteiro, presidente da empresa.

    >>Lula lamenta Eletrobras privada e cobra Vale para reparar tragédias

    Ele disse ainda que a prioridade da Eletrobras “está na previsibilidade e no crescimento dos investimentos para garantir a resiliência dos nossos ativos e expansão inorgânica por meio dos leilões de transmissão. Estamos reforçando as bases para uma empresa mais competitiva, valorizando a inovação e a qualidade do serviço”.

    De acordo o relatório financeiro, esse resultado refletiu o bom desempenho operacional da companhia, ainda que tenha sido impactado pelo ajuste de R$ 3,4 bilhões dos contratos de transmissão referentes ao componente financeiro da Rede Básica do Sistema Existente.

  • Haddad entrega hoje a Lula plano contra efeitos do tarifaço dos EUA

    Haddad entrega hoje a Lula plano contra efeitos do tarifaço dos EUA

    O texto da medida provisória (MP) com as ações planejadas pelo governo federal, em resposta ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, contra os produtos com origem no Brasil, será enviado ao Palácio do Planalto pelo Ministério da Fazenda ainda nesta quarta-feira (6) .

    “Será um plano muito detalhado para começar a atender, sobretudo, aqueles que são pequenos e não têm alternativas à exportação para os EUA. A maior preocupação é com o pequeno produtor”, disse o ministro Fernando Haddad ao chegar no ministério.

    Haddad também informou que o plano está pronto. Ele prevê medidas de concessão de crédito para as empresas mais impactadas pelo tarifaço ; e aumento das compras governamentais.

    “Ele está pronto. Ontem nós procuramos entender a encomenda do presidente em relação ao detalhamento. Dissemos para ele que a questão empresa por empresa não precisa evidentemente ser tratada em lei. Pode ser objeto de regulamentação. Provavelmente o ato do presidente será uma medida provisória, para entrar em vigor imediatamente”, acrescentou.

    >>Tarifaço sobre parte de exportações brasileiras entra em vigor hoje

    Interesse nacional

    De acordo com o ministro, as medidas focam na garantia da soberania nacional e da aplicação da lei da legislação brasileira pertinente ao caso, disse Haddad ao avaliar como inaceitável a tentativa de interferência do governo norte-americano no Judiciário brasileiro.

    “O Executivo está zelando pelo interesse nacional”, disse ao reiterar pedido de uma união nacional que envolva empresários e governadores da oposição, uma vez que os estados são afetados.

    Nesse sentido, o ministro cobrou dos governadores que cumpram as prerrogativas do cargo, no sentido de defender os interesses de seus estados. Para Haddad, o mesmo vale para o empresariado: “Precisam ligar para a oposição e pedir que parem de atrapalhar o país”, afirmou.

    “Somos o único país do mundo que tem uma força política interna em Washington trabalhando contra o interesse nacional. Tem algum indiano fazendo isso? Tem algum chinês fazendo isso? Tem algum russo fazendo isso? Tem algum europeu fazendo isso? Não. Temos de botar o dedo nessa ferida de uma vez por todas”, complementou.

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    Haddad citou uma entrevista recente de Eduardo Bolsonaro , na qual o deputado licenciado ameaça, mais uma vez, os poderes constituídos do Brasi l.

    “Foi uma entrevista muito forte, ameaçando o Congresso Nacional”, disse.

    “Tem também uma entrevista de um líder da oposição da extrema direita brasileira dizendo que vai fazer o possível para continuar atrapalhando o país. Se isso não é a notícia do dia, fica difícil entender para onde nós vamos. O país precisa se unir para defender a causa nacional e separar o que é a economia, do que é política”, acrescentou o ministro da Fazenda.

    Reunião marcada

    Haddad informou que a reunião com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, já tem “data e hora fixada”. Será na próxima quarta-feira, dia 13.

    “Obviamente, a depender da qualidade da conversa, ela poderá se desdobrar em uma reunião de trabalho presencial, aí com os ânimos já orientados no sentido de um entendimento entre os dois países que, repetimos, têm um relacionamento de 200 anos.

    América do Sul

    O ministro da Fazenda avaliou que até mesmo a taxação inicialmente prevista, de 10%, já seria inadequada para os países da América do Sul, uma vez que a relação desses países com os EUA é deficitária.

    “Uma outra coisa que é importante é que nós somos um bloco econômico. O Brasil não pode ser tratado diferentemente do Paraguai, Uruguai, da Argentina, Bolívia. É um bloco econômico, assim como a União Europeia”, argumentou.

  • Haddad diz que tarifaço afetará 4% das exportações aos EUA

    Haddad diz que tarifaço afetará 4% das exportações aos EUA

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o tarifaço norte-americano afetará 4% das exportações brasileiras àquele país, mas que, desse total, 2% já terão um destino alternativo. A declaração foi dada nesta terça-feira (5) durante a 5ª reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável.

    Haddad iniciou sua participação no evento destacando uma série de “notícias boas” que acabaram perdendo espaço na mídia por conta da preocupação com os efeitos do tarifaço no Brasil.

    “Foi uma semana apreensiva, mas com muita notícia boa. Conquistas que levam bem estar à população”, disse o ministro, ao citar a saída do Brasil do Mapa da Fome; ao menor índice de desemprego da história (5,8%); e à renda dos brasileiros que, segundo ele, “aumentou como não ocorre desde o Plano Real”.

    O ministro citou também a queda da inflação e da desigualdade, “para a mínima da história”, bem como os resultados primários das contas públicas; a qualidade do ajuste fiscal e a preservação dos investimentos em áreas como infraestrutura e educação.

    Mercados

    O ministro lembrou que as exportações para os Estados Unidos já representaram 25% do que o país envia ao exterior, ressaltando, no entanto, que “graças a política do governo Lula, ainda em 2003, de abrir os mercados para os produtos brasileiros, elas [exportações para os EUA] representam agora 12%. Desses 12%, 4% são afetados pelo tarifário”.

    “E dos 4%, mais de 2% terão, naturalmente, outra destinação porque são commodities com preço internacional que vão encontrar o seu destino no curto ou no médio prazo”, acrescentou.

    Haddad, no entanto, ponderou que a situação requer cuidados e muita atenção.

    “Mas estamos atentos. Não é porque 2% ou 1,5% das exportações serão afetadas que nós vamos baixar a guarda. Nós sabemos que há, nesse 1,5%, setores muito vulneráveis. Setores que geram muito emprego, como é o caso da fruticultura. Setores que exigem da nossa parte uma atenção especial, que vai ser dada”, complementou.

    Ele explicou que a preocupação do governo federal é a de garantir que as pessoas “comam, trabalhem, invistam”.

    “Vamos socorrer essas famílias prejudicadas com uma agressão que já foi chamada de injusta, de indevida, e de não condizente com os 200 anos de relação fraterna que nos ligam ao povo dos Estados Unidos”, afirmou o ministro.

    Boas notícias

    Ainda na sua fala, Haddad retomou as “boas notícias” que deram o tom da parte inicial de seu discurso.

    “Podia falar também dos recordes em investimento, tanto na indústria quanto em infraestrutura, que está vivendo o seu melhor momento em 15 anos. Temos que olhar para tudo isso em meio a essa situação geopolítica que nós estamos vivendo. Temos que olhar para tudo isso com otimismo, até porque sem otimismo eu não aconselho alguém a assumir o Ministério da Fazenda do Brasil”, afirmou.