Categoria: Saúde

  • Pediatras pedem aprovação de lei com licença-paternidade de 1 mês

    Pediatras pedem aprovação de lei com licença-paternidade de 1 mês

    A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou nesta terça-feira (5) uma carta aberta a parlamentares brasileiros pedindo a aprovação de projetos de lei que tratam da ampliação da licença-paternidade para, pelo menos, quatro semanas e que, há anos, aguardam desfecho.

    Em nota, a entidade aponta que soma forças junto à Coalizão Licença Paternidade (CoPai), que reúne especialistas, organizações da sociedade civil e entidades científicas em defesa da parentalidade ativa como estratégia de desenvolvimento humano e justiça social.

    O grupo defende que a licença-paternidade tenha de 30 a 60 dias – período até 12 vezes maior que o atualmente concedido pela legislação. “Ampliar o prazo de concessão desse direito já previsto na CLT [Consolidação das Leis do Trabalho] repercute positivamente na saúde e no desenvolvimento das crianças, além de fortalecer os laços familiares.”

    Para os pediatras, o modelo vigente no Brasil, que concede apenas cinco dias de licença ao pai, está em desacordo com evidências científicas que tratam dos benefícios da presença paterna nos primeiros dias de vida do bebê.

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    A carta cita estudos que ressaltam efeitos positivos de uma licença paternidade de quatro semanas – entre eles, a possibilidade de apoiar o aleitamento materno e contribuir com o desenvolvimento neuro-cognitivo dos bebês. “Garantir o início da vida com presença, afeto e suporte é uma responsabilidade compartilhada”.

    O documento destaca ainda que diversos países já adotam modelos de licença parental compartilhada, que permitem a divisão flexível do tempo de cuidado entre mães e pais e destaca que licença-paternidade “não é luxo”.

    “É cuidado, é saúde, é desenvolvimento. E, sobretudo, é um direito de crianças e famílias que desejam começar a vida com mais afeto, apoio e dignidade”, concluiu a SBP.

  • Governo do Tocantins realiza Dia D de vacinação contra o sarampo no sábado, 9

    Governo do Tocantins realiza Dia D de vacinação contra o sarampo no sábado, 9

    Para reforçar os cuidados com a população e conter a proliferação do sarampo, o Governo do Tocantins realizará o Dia D de Vacinação contra a doença. A ação coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) ocorrerá no sábado, 9; todos os 139 municípios foram convidados para participarem e todas as 323 salas de vacinação do Estado estão devidamente abastecidas com imunizantes.

    Além das orientações sobre o Dia D, a SES-TO já enviou notas técnicas aos 139 municípios, com as informações necessárias às áreas de vigilância e de imunização e de julho a agosto de 2025, foram aplicadas quase oito mil doses contra o sarampo, em todo o Estado.

    Segundo o secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, “esperamos a adesão de todos os municípios e, para isso, acionamos o Conselho de Secretários Municipais de Saúde, que tem sido um grande parceiro na mobilização. Convocamos toda a população a atentar-se à carteira de vacinação e procurar atualizá-la, para que possamos conter esta doença que pode ser letal. O cuidado com as pessoas é uma determinação do governador Wanderlei Barbosa e, vacinar é um ato de proteção”.

    Casos

    Até a segunda-feira, 4 de agosto, 27 casos de sarampo foram notificados no Tocantins, sendo 18 em Campos Lindos, cinco em Palmas, dois em Porto Nacional, um em Nova Olinda e um em Araguaína. Destes, 16 foram confirmados em Campos Lindos, quatro descartados (dois em Porto e dois em Palmas) e nove seguem em investigação.

    Todos os casos têm históricos de contatos com pessoas que estiveram em viagem por país onde o vírus circula; não vacinados; manifestaram sintomas clássicos e em cuidados domiciliares.

    Desde o dia 19 de julho, a Secretaria mantém profissionais de vigilância em saúde no município de Campos Lindos para as ações de contenção necessárias, como orientações de isolamento e vacinação dos contatos das pessoas confirmadas.

    A doença

    O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, altamente transmissível, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Ao ser contaminado, o paciente tem de sete a 14 dias de período de incubação e a transmissão pode ocorrer entre seis dias antes e quatro dias após o aparecimento dos sintomas que compreendem corpo e febre alta, manchas avermelhadas, tosse, coriza e conjuntivite. Podem ocorrer complicações como pneumonia, encefalite e óbito.

    Esquema vacinal

    O sarampo tem prevenção por vacinação disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) e o esquema vacinal recomendado é o seguinte:

    Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias: dose zero com a vacina dupla viral;

    -Crianças de 12 meses: primeira dose (D1) da tríplice viral e, após 30 dias, segunda dose (D2) com a tetraviral (ou tríplice viral + varicela);

    Crianças de 15 meses a 4 anos 11 meses e 29 dias: segunda dose (D2) da tríplice viral, se já vacinadas aos 12 meses;

    Pessoas de 5 a 29 anos: duas doses da tríplice viral, se sem histórico vacinal ou com esquema incompleto;

    Pessoas de 30 a 59 anos: dose única da tríplice viral;

    Trabalhadores da saúde: duas doses da tríplice viral, independentemente da idade.

    Cobertura

    No Tocantins, a vacinação contra o sarampo teve cobertura, em 2024, de 93% na primeira dose e apenas 80% na segunda e o preconizado é de 95% da população alvo imunizada. Em 2025, até julho, a cobertura foi de 86% com a primeira dose e 55% com a segunda.

    Tratamento

    Não existe tratamento específico para o sarampo e os medicamentos são utilizados para reduzir o desconforto ocasionado pelos sintomas da doença. A orientação da SES-TO é procurar o serviço de saúde mais próximo, caso apresente os sintomas, para a prescrição médica adequada.

  • Campanha Mundial de Amamentação promove a preservação da vida

    Campanha Mundial de Amamentação promove a preservação da vida

    A campanha deste ano da Semana Mundial da Amamentação (SMAM) destaca a importância do apoio à amamentação para a construção de um ambiente mais sustentável e para a redução dos impactos ambientais associados à alimentação artificial.

    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) destaca que o aleitamento é uma prática natural, renovável e ambientalmente segura, que não gera resíduos, não depende de cadeias industriais poluentes e contribui para reduzir o impacto climático causado pela produção de fórmulas infantis.

    “Ao promovermos e protegermos a amamentação estamos investindo em sistemas de cuidado que respeitam o meio ambiente, preservam a vida e reforçam os compromissos com a saúde pública global. Precisamos unir esforços para garantir um suporte contínuo e eficaz à amamentação, por meio da construção de redes de apoio sólidas e duradouras”, diz o coordenador da Rede de Bancos de Leite Humano (RBLH), João Aprígio Guerra de Almeida.

    Rede de Leite humano

    A RBLH, articulada por meio da Fiocruz, é uma das mais expressivas iniciativas de cooperação internacional em saúde pública, contribuindo de forma significativa para a redução da mortalidade neonatal em escala global. A rede também atua ativamente em projetos de cooperação técnica internacional, voltados para o fortalecimento das políticas públicas de saúde neonatal.

    Esse modelo de cooperação solidária, desenvolvido no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), tornou-se uma referência global em inovação social, equidade e saúde pública.

    Incidência no Brasil

    A campanha foi iniciada no último dia 1º. Em 2024, os 234 bancos de leite humano e os 249 postos de coleta da rede realizaram mais de 2,3 milhões de atendimentos a nutrizes em todo o país. O levantamento nacional aponta, ainda, 460,5 mil atendimentos em grupo e 281,3 mil visitas domiciliares, reforçando a capilaridade e a importância do serviço no enfrentamento ao desmame precoce. Todos os atendimentos são gratuitos e integram as ações do SUS.

    Além do acolhimento e da orientação individualizada ou em grupo, a rede também coordena e estimula a doação de leite humano, prática essencial para a sobrevivência de recém-nascidos internados em Unidades de Terapia Intensivas Neonatais (UTINs), especialmente os prematuros de baixo peso. Em 2024, foram doados 245,8 mil litros de leite humano aos bancos de leite humano em todas as regiões do Brasil.

    Qualidade de vida

    Promover a amamentação é garantir direitos e qualidade de vida. Para o bebê, os benefícios incluem a redução da incidência de infecções respiratórias e gastrointestinais, além de menor risco de doenças metabólicas e cardiovasculares.

    Para a mulher, a amamentação favorece a recuperação no pós-parto e ajuda a reduzir o risco de câncer de mama, entre outras condições.

  • Estudo projeta aumento de 36% em mortes por câncer colorretal até 2040

    Estudo projeta aumento de 36% em mortes por câncer colorretal até 2040

    A mortalidade por câncer colorretal deve crescer 36,3% nos próximos 15 anos no Brasil. A projeção está no 9º volume do Boletim Info.oncollect , da Fundação do Câncer, divulgado nesta terça-feira (5), Dia Nacional da Saúde.

    Segundo o estudo, o crescimento dos óbitos entre os homens será de 35% até 2040 e, entre as mulheres, de 37,63%. A Região Sudeste deverá ter um aumento de 34% nos óbitos e também irá concentrar o maior número absoluto de mortes.

    De acordo com o coordenador da pesquisa, Alfredo Scaff, os dados mostram que a maioria dos diagnósticos acontece em fases muito avançadas da doença.

    “Em nosso levantamento, 78% das pessoas que vieram a óbito foram diagnosticadas já nos estágios três ou quatro, o que reduz drasticamente as chances de cura’’, alerta Scaff.

    Segundo o coordenador, muitas vezes a doença se desenvolve de forma lenta, a partir de pequenos pontos que ao longo de anos podem se transformar em câncer. Além de sangue nas fezes, os sinais de alerta incluem mudanças do hábito intestinal, como as fezes em fita ou diarreicas, dores abdominais persistentes e perda de peso sem causa aparente.

    “As informações obtidas a partir do boletim evidenciaram que homens e mulheres que foram a óbito pela doença tiveram seus diagnósticos nos estágios mais avançados”, complementa.

    Os cânceres de cólon e reto, que atingem o intestino, são os terceiros mais frequentes do Brasil, com cerca de 45 mil novos registros por ano, de acordo com a estimativa do Instituto Nacional do Câncer para o triênio de 2023 a 2025.

    Políticas públicas

    Para Scaff, o alto índice de letalidade também demonstra a falta de uma política de detecção precoce do câncer colorretal. O diagnóstico da doença pode ser feito através do exame de sangue oculto nas fezes e da colonoscopia.

    “Estudos internacionais mostram que em países com programas estruturados de rastreamento, a sobrevida em cinco anos pode ultrapassar 65%. Já no Brasil, os índices são inferiores: 48,3% para câncer de cólon e 42,4% para câncer de reto, revelando deficiências no acesso a diagnóstico precoce e tratamento oportuno”, diz o coordenador.

    Entre as recomendações dos especialistas, além do rastreamento, é que homens e mulheres a partir dos 50 anos façam exame, como os testes de sangue oculto nas fezes e, se necessário, a colonoscopia. Pessoas com histórico familiar e outras condições de risco devem iniciar esse acompanhamento mais cedo, conforme a orientação médica.

    ‘’Para mudar esse cenário, é urgente que o Brasil adote um programa nacional organizado de rastreamento. Diferente de outros tipos de câncer, como mama e como colo do útero, ainda não temos um sistema que convoque de forma sistemática a população alvo para exames de de intestino e isso precisa mudar. A responsabilidade é coletiva’’, complementa Scaff.

  • Saúde descredencia mais de 9 mil estabelecimentos do Farmácia Popular

    Saúde descredencia mais de 9 mil estabelecimentos do Farmácia Popular

    O Ministério da Saúde anunciou o descredenciamento de 9.180 estabelecimentos que integravam o Programa Farmácia Popular. Em nota, a pasta informou que a medida acontece após a retomada da renovação anual obrigatória do credenciamento , interrompida em 2018.

    “Essas unidades não fizeram a renovação do cadastro ou não apresentaram a documentação necessária para continuar participando do programa”, destacou o ministério no comunicado.

    Segundo a pasta, 24 mil estabelecimentos seguem credenciados ao programa. Atualmente, 41 itens são fornecidos gratuitamente via Farmácia Popular.

    Dados do ministério indicam que, no primeiro semestre de 2025, quase 22 milhões de pessoas foram beneficiadas. A expectativa do governo é atender 26 milhões até o fim do ano.

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    Fiscalização

    De acordo com os números apresentados, além dos mais de 9 mil estabelecimentos descredenciados, 5 mil tiveram suas atividades suspensas pelo monitoramento do programa para “coibir irregularidades”.

    “Nesse monitoramento, são avaliados 25 indicadores, como a frequência de retirada de medicamentos, a quantidade vendida em relação ao tamanho da população atendida e uso indevido de CPFs. Entre 2023 e 2025, com essas ações, cerca de R$ 8 milhões foram ressarcidos aos cofres públicos”, destacou a nota.

    Segundo o ministério, ao longo dos três primeiros meses deste ano, foram bloqueadas mais de 12,7 milhões de tentativas de solicitação de medicamentos com indícios de irregularidades no Farmácia Popular – uma média de mais de 140 mil por dia.

    Entenda

    Em julho, a pasta realizou inspeções em estabelecimentos credenciados ao programa em 21 estados, no intuito de verificar a regularidade na distribuição de medicamentos e demais itens , marcando a retomada de visitas presenciais nas ações de fiscalização do Farmácia Popular.

    A ação é feita de forma integrada com a Controladoria-Geral da União (CGU) e com o Tribunal de Contas da União (TCU).

    Além das auditorias e dos sistemas informatizados internos, a população pode acionar a Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do telefone 136, caso identifique qualquer tipo de fraude envolvendo o uso de CPF na retirada de medicamentos fornecidos pelo programa.

    Expansão

    Em fevereiro, o ministério anunciou 100% de gratuidade nas dispensações de medicamentos e insumos realizadas pelo Farmácia Popular para pacientes que necessitam de tratamento para hipertensão, diabetes, asma, rinite, osteoporose, glaucoma e doença de Parkinson.

    Também é possível retirar, em unidades credenciadas ao programa, contraceptivos, fraldas geriátricas e absorventes higiênicos.

    Credenciamento

    Mensalmente, o ministério divulga uma lista de municípios aptos e com vagas disponíveis para o credenciamento ao Farmácia Popular. O estabelecimento interessado deve preencher o formulário de inscrição e apresentar a documentação necessária para o processo, incluindo:

    • Comprovante de CNPJ;
    • Licença sanitária estadual ou municipal;
    • Autorização de funcionamento emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);
    • Certidão de regularidade fiscal junto à Receita Federal.
  • Cartilha sobre saúde ocular na infância orienta pais e professores

    Cartilha sobre saúde ocular na infância orienta pais e professores

    O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) publicam nesta segunda-feira (4) a cartilha Saúde Ocular na Infância . O material inclui temas como cuidados com a conjuntivite e o terçol, uso correto de óculos e maquiagem infantil.

    “Com o retorno às aulas, o material oferece a familiares e educadores orientações práticas e seguras para cuidar da visão das crianças e adolescentes”, destacou o CBO em nota.

    A cartilha conta com seis seções que abordam desde o desenvolvimento visual do bebê e da criança até orientações sobre exames oftalmológicos .

    Conjuntivite e terçol

    A seção Quadros Oculares Comuns apresenta condições frequentes que podem afetar os olhos das crianças. A conjuntivite viral, de acordo com a publicação, causa vermelhidão, coceira e secreção nos olhos. Para aliviar os sintomas, recomenda-se o uso de compressas frias e boa higiene, evitando o compartilhamento de objetos pessoais.

    Já para o terçol, uma espécie de elevação ou bolinha dolorosa encontrada na pálpebra, a recomendação é aplicar compressas mornas e massagear a região suavemente.

    Outro problema comum citado na publicação é a obstrução do canal lacrimal, que se manifesta pelo lacrimejamento constante, sobretudo em bebês. Massagens suaves no canto dos olhos, de acordo com o CBO, ajudam a desobstruir o canal. Se o problema persistir após o primeiro ano de vida ou apresentar complicações, a orientação é procurar ajuda médica.

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    Telas

    Outro destaque da cartilha trata do impacto do uso excessivo de telas na saúde ocular de crianças. Para evitar o cansaço da vista e problemas a longo prazo, a recomendação é evitar exposição a telas antes dos 2 anos e limitar o uso em até três horas diárias na adolescência.

    “A regra 20-20-20, a cada 20 minutos de tela, olhar para algo a seis metros de distância por 20 segundos, é uma prática recomendada para aliviar o esforço visual. Além disso, atividades ao ar livre, com exposição solar indireta, ajudam no desenvolvimento saudável da visão”, detalhou o CBO.

    >>Tempo excessivo e pouca distância de telas contribuem para miopia

    Acidentes domésticos

    A cartilha orienta ainda para o uso de óculos de proteção durante atividades manuais, além de cuidados ao manusear objetos cortantes e atenção ao armazenamento de produtos químicos fora do alcance das crianças.

    Para crianças que utilizam óculos ou lentes de contato, o acompanhamento médico periódico é citado pela cartilha como essencial para ajustar a graduação e garantir o uso correto e seguro.

    Números

    Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que cerca de 80% dos casos de cegueira infantil poderiam ser prevenidos ou tratados por meio do diagnóstico precoce.

    De acordo com o CBO, problemas de refração como miopia, hipermetropia e astigmatismo são comuns na infância e podem atingir de 1,44% a 18,63% das crianças, dependendo da região e do tipo de alteração visual.

    “Quando não tratados, esses casos podem evoluir para quadros mais graves, como baixa visão ou até mesmo cegueira”, alertou o conselho.

    Cuidados

    O CBO alerta que muitos desses problemas não apresentam sintomas claros no início. Pais e professores, segundo a entidade, devem ficar atentos a sinais como dificuldade para enxergar a lousa, aproximação excessiva de livros e telas e dores de cabeça frequentes.

    >>Dicas de Saúde: Aumento nos casos de miopia em crianças e adolescentes

    Marcos visuais

    A entidade destaca ainda marcos visuais que ajudam a identificar possíveis problemas:

    • – desde o primeiro mês de vida, por exemplo, o bebê já deve ser capaz de fixar o olhar por alguns segundos;
    • – aos 3 meses, o bebê deve acompanhar objetos com o olhar;
    • – aos 9 meses, o bebê deve reconhecer rostos familiares e reagir a expressões faciais.

    “Se a criança não atingir esses marcos ou apresentar sinais como desalinhamento constante dos olhos e reflexo esbranquiçado na pupila, é essencial buscar um oftalmologista.”

    “Mesmo sem sintomas ou sinais de anormalidade, o exame oftalmológico completo é indicado ao menos duas vezes na infância: entre os 6 e 12 meses e entre os 3 e 5 anos . O desalinhamento constante dos olhos em qualquer idade ou intermitente após os 4-6 meses pode indicar estrabismo e também deve ser avaliado”, completou o CBO.

  • Governo anuncia R$ 2,4 bilhões em compras de equipamentos de saúde

    Governo anuncia R$ 2,4 bilhões em compras de equipamentos de saúde

    O governo federal vai investir R$ 2,4 bilhões na compra de mais de 10 mil equipamentos de saúde para atendimento básico e cirurgias, aplicando margens de preferência a produtos feitos no Brasil e com tecnologia nacional. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (4) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

    “Isso significa que os equipamentos brasileiros poderão ser adquiridos mesmo que seus preços sejam entre 10% e 20% superiores aos similares importados”, destacou a pasta em nota.

    A primeira concorrência está prevista para começar esta semana – a lista de equipamentos foi publicada na última quinta-feira (31). As compras, voltadas para o Sistema Único de Saúde (SUS) , serão feitas pelo Ministério da Saúde via edital, no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Saúde.

    De acordo com o comunicado, a margem de preferência confere tratamento diferenciado a bens manufaturados e serviços desenvolvidos no Brasil, desde que observados os critérios de nacionalidade definidos Comissão Interministerial de Inovações e Aquisições do Novo PAC.

    A nota destaca ainda que, atualmente, o Brasil produz em torno de 45% das necessidades nacionais em medicamentos, vacinas, equipamentos e dispositivos médicos, materiais e outros insumos e tecnologias em saúde. A meta é elevar a produção a 50% até 2026 e a 70% até 2033.

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    Abastecimento do SUS

    Integram a lista de equipamentos publicada na última semana 17 produtos para atendimento básico e 11 usados em cirurgias e procedimentos oftalmológicos, no âmbito da atenção especializada e também da atenção primária.

    Na atenção primária, integram a lista itens como câmara fria para conservação de vacinas; retinógrafo digital; eletrocautério (bisturi elétrico), desfibrilador externo automático, doppler vascular, laser terapêutico de baixa potência, ultrassom para fisioterapia e balança digital portátil.

    Já na atenção especializada, foram listados itens como aparelho de anestesia, mesa cirúrgica elétrica radiotransparente, ultrassom portátil, microscópio cirúrgico oftalmológico, laser para oftalmologia e sistema de videoendoscopia rígida.

  • Portos e aeroportos terão de expor materiais informativos sobre mpox

    Portos e aeroportos terão de expor materiais informativos sobre mpox

    Portos e aeroportos deverão expor materiais informativos sobre sintomas e medidas de prevenção à mpox. Os cartazes deverão ser colocados nas áreas de desembarque internacional, enquanto durar a Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional para a doença.

    Da mesma forma, as empresas aéreas deverão emitir um aviso sonoro sobre o sarampo a bordo das aeronaves , enquanto durar o processo de eliminação da doença no Brasil.

    Em voos internacionais, a mensagem com orientações sobre a doença deve ser anunciada também em espanhol e inglês. A doença está declarada como um Evento de Saúde Pública no Brasil.

    As medidas foram determinadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e fazem parte da nova instrução normativa do órgão , que trata das ações temporárias de saúde a serem adotadas em portos, aeroportos e por operadores de meios de transporte, diante do cenário epidemiológico no país.

    O documento foi aprovado pela diretora colegiada da Anvisa na última segunda-feira (28/07).

    Os materiais informativos e medidas de saúde serão adotados para as doenças declaradas como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) e Evento de Saúde Pública (ESP).

    Para mpox e sarampo são necessárias apenas as medidas de divulgação dos materiais informativos , não havendo nenhuma recomendação de medidas de saúde específica relacionadas a viajantes ou meios de transporte.

    Além das duas doenças, a poliomielite também está na lista de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, mas nenhuma medida de saúde ou material informativo precisa ser adotado.

    A instrução normativa é atualizada periodicamente com base nos alertas epidemiológicos de eventos nacionais e internacionais de saúde pública. Já o cenário epidemiológico é atualizado regularmente, com base em diretrizes do Comitê de Monitoramento de Eventos de Saúde Pública (CME) do Ministério da Saúde, dos Centros de Operação de Emergência em Saúde (COEs) ativos, bem como em orientações técnicas e normativas emitidas pelo Ministério da Saúde.

    De acordo com a Anvisa, a aprovação da norma é um legado da pandemia de covid-19, quando foram necessárias diferentes resoluções requerendo exames, máscaras faciais e outras medidas para reduzir a transmissão da doença em portos e aeroportos.

    “Agora a Agência implementa um instrumento ágil, que permite atualizar essas medidas tão logo o Ministério da Saúde indique sua aplicação e seja verificada sua pertinência técnica para o setor.”

    Doenças

    A mpox é causada pelo vírus Monkeypox e pode se espalhar entre pessoas e, ocasionalmente, do ambiente para pessoas, por meio de objetos e superfícies que foram tocados por um paciente infectado.

    Seu sintoma mais comum é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O alerta vigente para mpox está relacionado à nova cepa 1b do vírus que está circulando na África foi identificada no Brasil em março.

    Já o sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, causada pelo paramixovírus que é transmitido pelo ar de forma direta, por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar, e pode permanecer em ambientes por duas horas.

    A infecção pode levar a complicações sérias, como otite média, pneumonia, infertilidade em indivíduos do sexo masculino e encefalite. O alerta em vigor foi emitido após novos casos e surtos de sarampo de circulação internacional e de casos isolados no Brasil identificados mesmo após a certificação de eliminação da doença no país.

    A poliomielite também é causada por um vírus que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes e, em casos graves, é capaz de invadir o sistema nervoso central e causar paralisia nos membros inferiores.

    A Organização Mundial da Saúde avalia que ainda há o risco de propagação internacional do poliovírus.

    As vacinas contra a poliomielite e contra o sarampo estão disponíveis na rede pública de saúde.

    Já para a mpox, em 2023, durante a primeira emergência global, a Anvisa autorizou o uso emergencial da vacina Jynneos, para um público específico.

    O desenvolvimento de um imunizante nacional é prioridade da Rede Vírus, comitê de especialistas em virologia criado para o desenvolvimento de diagnósticos, tratamentos, vacinas e produção de conteúdo sobre vírus emergentes no Brasil.

  • Governo destina R$ 40,7 milhões para bancos de leite humano

    Governo destina R$ 40,7 milhões para bancos de leite humano

    O Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 40,7 milhões para qualificação e ampliação dos serviços prestados por bancos de leite humano do país.

    A medida integra as ações pelo Dia Mundial da Amamentação, celebrado nesta sexta-feira (1º), que marca o início do Agosto Dourado, campanha de conscientização sobre os benefícios do aleitamento materno.

    Os recursos serão destinados às 226 unidades da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RBLH-BR), conforme portaria publicada ontem no Diário Oficial da União . Cada unidade receberá R$ 180 mil em investimentos.

    Com os recursos, os bancos poderão adquirir materiais e realizar serviços essenciais para o seu funcionamento como coleta, processamento, armazenamento, controle de qualidade e distribuição do leite humano.

    Também estão previstas ações de comunicação, mobilização social e assistência direta às famílias.

    Inspirado na “hora de ouro”, que simboliza a primeira hora de vida do recém-nascido junto à mãe, a campanha do Agosto Dourado é realizada em 120 países. Neste ano, o tema é Priorize a Amamentação , Crie Sistemas de Apoio Sustentáveis.

    Campanha

    De 1º e 7 de agosto, o Ministério da Saúde realiza uma campanha digital para informar sobre os benefícios da amamentação e mobilizar a sociedade a criar ambientes acolhedores para que mães possam amamentar por mais tempo.

    A recomendação da Organização Mundial da Saúde é que o aleitamento ocorra de forma exclusiva até os 6 meses e complementada até 2 anos ou mais.

    A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano é uma iniciativa do Ministério da Saúde por meio do Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz).

    Essas unidades garantem a oferta de leite humano para bebês prematuros ou de baixo peso internados em unidades neonatais, além de oferecer orientação e suporte para mulheres em fase de amamentação.

  • Rio amplia vacinação contra HPV para jovens de até 19 anos de idade

    Rio amplia vacinação contra HPV para jovens de até 19 anos de idade

    A Secretaria de Estado de Saúde do Rio amplia a partir desta segunda-feira (4), a faixa etária da vacinação contra o HPV (Papilomavírus Humano). A iniciativa tem a finalidade de alcançar adolescentes e jovens adultos que ainda não receberam o imunizante. A meta é vacinar, até dezembro deste ano, 90% do público-alvo: jovens entre 15 e 19 anos que ainda não foram imunizados, totalizando cerca de 520 mil pessoas em todo o estado. Anteriormente, o imunizante era destinado apenas a crianças e adolescentes de 9 a 14 anos.

    O HPV é considerado a infecção sexualmente transmissível mais comum do mundo. Existem mais de 200 tipos de HPV, alguns deles causam verrugas genitais e outros mais graves podem provocar câncer.

    Um estudo recente na Inglaterra aponta que a vacinação pode reduzir em 87% as taxas de câncer de colo de útero. A prevenção é aliada ao uso de preservativos, que reduzem o risco de contágio.

    “Nosso foco é proteger adolescentes e jovens adultos que não tiveram a oportunidade de se vacinar na idade recomendada. O HPV é uma ameaça silenciosa, mas a vacina é segura, eficaz e gratuita. Queremos mobilizar toda a rede de saúde e educação para alcançar o maior número de pessoas possível”, avalia a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.

    Adultos com imunossupressão, como pessoas vivendo com HIV, transplantados e indivíduos com outras condições específicas, como vítimas de violência sexual, também podem receber a vacina pelo SUS até os 45 anos, conforme recomendação do Ministério da Saúde.

    Entenda a doença

    Tanto homens quanto mulheres podem ser infectados e transmitir o HPV. O HPV é uma infecção sexualmente transmissível comum que pode afetar ambos os sexos.

    HPV em homens:

    Embora os homens frequentemente não apresentem sintomas visíveis da infecção, eles podem transmitir o vírus para suas parceiras sexuais. O HPV em homens pode causar verrugas genitais e, em alguns casos, aumentar o risco de câncer de pênis, ânus e orofaringe. A vacinação contra o HPV é recomendada para meninos e meninas a partir de 9 anos de idade, com o objetivo de prevenir a infecção e suas complicações.

    A prevenção do HPV em homens inclui o uso de preservativos durante as relações sexuais e a vacinação.

    HPV em mulheres

    O HPV em mulheres pode causar verrugas genitais e aumentar o risco de câncer do colo do útero, vagina e vulva.

    A vacinação contra o HPV é recomendada para meninas e mulheres, e o exame preventivo (Papanicolau) é importante para detectar lesões precoces causadas pelo vírus.

    A prevenção do HPV em mulheres inclui o uso de preservativos durante as relações sexuais, a vacinação e a realização regular do exame preventivo .