Um reforço de R$ 200 milhões para acelerar a fila de cirurgias eletivas por meio da ampliação o programa Agora Tem Especialistas no Rio de Janeiro foi anunciado pelo Ministério da Saúde, nesta sexta-feira (1º).
Segundo o ministro, Alexandre Padilha, os recursos vão permitir triplicar o número de cirurgias ortopédicas no Hospital Municipal Barata Ribeiro por mês na cidade. Além disso, a parceria prevê um reforço de três mil consultas ortopédicas por mês.
“A expectativa é de que o tempo de espera, que hoje demora um pouco mais de 20 dias aqui dentro do hospital, caia para cinco dias, no máximo, para fazer essa cirurgia, reduzindo o tempo de espera na fila do município”, afirmou Padilha.
O ministro disse ainda que devem ocorrer até o fim de agosto os primeiros procedimentos do Agora Tem Especialistas em hospitais privados que se inscreveram por terem dívidas tributárias com a União. Por meio do programa, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) serão encaminhados a essas unidades para reduzir a fila por atendimentos, cirurgias e exames especializados.
Na semana que vem, planos de saúde com dívidas também poderão aderir ao programa para firmarem os primeiros contratos até o fim de agosto.
Ao todo, foram assinadas quatro parcerias com o município do Rio de Janeiro, e também estão previstos R$ 50 milhões para ampliar procedimentos oftalmológicos no Centro Carioca do Olho. Segundo Padilha, a maior espera por cirurgias no SUS está na oftalmologia.
Outra medida anunciada será a transformação do Hospital Maternidade Fernando Magalhães em um hospital da mulher, com atenção integral a questões de saúde da mulher que vão além da gestação. A mudança deve ser concluída em três meses.
Na abertura da Semana Mundial da Amamentação, que começa neste dia 1º de agosto, o Ministério anunciou ainda o reforço de R$ 40 milhões para a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. Maior do mundo, a rede brasileira garante acesso ao leite materno a bebês cujas mães não têm condições de amamentar.
Hospital da Lagoa
O ministro da Saúde antecipou que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deve apresentar na próxima semana os estudos para a fusão do Hospital Federal da Lagoa com o Instituto Fernandes Figueira (IFF).
“A partir do mês de agosto vamos começar o plano de trabalho de qualificação do Hospital da Lagoa. Vamos fazer mudanças que vão melhorar o hospital como estamos, em parceria com a prefeitura do Rio, qualificando o [hospitais federais] Cardoso Fontes e o Andaraí”, informou o ministro.
O Ministério da Saúde e a Fiocruz vão apresentar o plano de fusão em uma audiência pública antes de avançar com o processo de requalificação.
A partir desta sexta-feira (1º), pacientes da rede pública podem ser atendidos de forma gratuita por planos de saúde. Uma portaria que viabiliza a troca de dívidas de ressarcimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) pela prestação de serviços na rede privada foi apresentada no início da semana pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Segundo a pasta, a medida, que faz parte do programa Agora Tem Especialistas, visa ampliar o atendimento e reduzir o tempo de espera na atenção especializada. A expectativa é que, neste primeiro momento, R$ 750 milhões em dívidas adquiridas por operadoras sejam convertidas em consultas, exames e cirurgias.
Entenda
Na prática, a medida anunciada pelo governo federal transforma dívidas de ressarcimento de planos de saúde em exames, cirurgias e consultas especializadas, levando pacientes da rede pública até especialistas e equipamentos disponíveis na rede privada sem que precisem desembolsar para serem atendidos.
As dívidas das operadoras de planos de saúde junto ao SUS, anteriormente, iam para o Fundo Nacional de Saúde.
Como vai funcionar
A oferta de assistência a pacientes do SUS pelos planos de saúde vai atender ao rol de procedimentos do programa Agora Tem Especialistas, que prioriza seis áreas com maior carência de serviços especializados: oncologia, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, cardiologia e ginecologia.
De acordo com o ministério, também será considerada a demanda de estados e municípios. Para participar da iniciativa, os planos de saúde interessados devem aderir a um edital conjunto do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Já para usufruírem do benefício de converter a obrigação do ressarcimento em prestação de serviços, além da adesão de forma voluntária ao programa, as operadoras devem comprovar capacidade técnica e operacional e disponibilizar uma matriz de oferta que atenda às necessidades do SUS.
“Para receberem pelo programa, os planos de saúde precisam realizar mais de 100 mil atendimentos/mês. De forma excepcional, será considerado valor mínimo de 50 mil/mês para planos de saúde de menor porte. Isso no caso de atendimentos de média e baixa complexidade realizados em regiões cuja demanda por esse tipo de serviço não seja plenamente atendida”, informou a pasta.
Ainda segundo o ministério, os serviços prestados pelos planos de saúde vão gerar o Certificado de Obrigação de Ressarcimento (COR), necessário para abater a dívida com o SUS.
Fiscalização
A ANS destacou que a iniciativa vem acompanhada de mecanismos de fiscalização, controle e monitoramento. Todos os instrumentos, incluindo multas e penalidades a operadoras, permanecem vigentes caso se façam necessários.
“Não há qualquer espaço para que operadoras deixem de atender sua carteira de clientes para priorizar o SUS. Pelo contrário: é do interesse das operadoras que aderirem ao programa ampliar sua capacidade de atendimento, beneficiando tanto os usuários dos planos quanto os pacientes do SUS”, avaliou a diretora-presidente da ANS, Carla Soares.
Com o tema “Priorize a Amamentação: Crie Sistemas de Apoio Sustentáveis”, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) promove a Campanha Agosto Dourado que visa enfatizar a importância da amamentação e a necessidade de criar redes de apoio sólidas para mães e bebês. Em 2025, a Campanha do Agosto Dourado destaca a amamentação como um ato ecológico e essencial para a saúde da criança e da mulher e busca conscientizar sobre a importância do apoio social e familiar para que as mães possam amamentar com sucesso e por mais tempo.
A dona de casa Andreia Sousa Dias, atendida no Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), em Palmas, sabe dos desafios da amamentação e falou sobre a importância da rede de apoio. “Estou aqui desde o dia 25 de julho, quando tive meu bebê, que precisou ir para a UTI. Como ela não podia mamar no peito ainda, tive que vir tirar o leite aqui no Banco de Leite, onde fui bem recebida pela equipe. As meninas sempre ajudam a gente, ensinam bastantede como tirar, não é fácil, porque tem dia que tem leite outro dia não tem, é muito bom estar doando leite, porque tem muita mãezinha que não tem leite, e as que tem e podem doar ajudam bastante as criancinhas que precisam”, relata.
Assim como Andreia, a funcionária pública Lusimaria Leite Soares conta com o Banco de Leite. “Sou mãe de gêmeas e cheguei aqui dia 22 de maio, fiquei internada no alto risco e dia 12 de junho ganhei minhas nenéns, precisei muito do Banco de Leite, pois as meninas ficaram na UTI e meu peito saia pouquinho leite. O atendimento foi maravilhoso, as profissionais me ensinaram como ordenhar o leite e graças a Deus hoje eu ordenho, faço o possível para de três em três horas estar aqui ordenhando para que esse leite seja mandado para minhas meninas, então é muito importante a gente alimentarnossas crianças com o leite materno”.
“O apoio mencionado pelas pacientes é fundamental para o estabelecimento da rotina de aleitamento dos bebês, seja ele em UTI ou no alojamento conjunto. O Banco de Leite tem este papel dentro da maternidade, mas estas mães recebem alta hospitalar e é preciso um olhar para ela fora da maternidade. Que rede de apoio terá para seguir amamentando conforme o preconizado, de exclusividade até seis meses e complementar até dois anos? Nosso objetivo é esta conscientização!”, explica a coordenadora da Rede de Banco de Leite Humano do Tocantins, Walkíria Pinheiro.
” O Agosto Dourado é o mês onde se intensifica todas as ações de promoção do aleitamento materno e buscamos sensibilizar toda a sociedade para a importância que tem o aleitamento materno, tanto para o bebê como para a mãe. Sabemos que os bebês que mamam no peito eles adoecem menos, desenvolvem muito bem os músculos e ossos da face, são prevenidos de muitas doenças”, complementa Walkíria Pinheiro.
O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, destaca que o Governo do Tocantins tem trabalhado para fortalecer a Rede de Banco de Leite Humano, com todo o suporte que a área técnica precisa, por entender a importância do ato, para uma população mais saudável. “Além de equipes extremamente comprometidas, contamos com importantes parcerias de instituições filantrópicas e do Corpo de Bombeiros que colaboram para as ações dos Bancos”, afirmou.
Programação
No Tocantins, a abertura oficial do Agosto Dourado será na terça-feira, 5, às 9 horas, na recepção do Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos. A ação coordenada pelo Banco de Leite Humano do Hospital é direcionada aos profissionais da saúde, pacientes, doadoras e demais apoiadores.
Durante o mês, serão realizadas palestras, reuniões, oficinas, rodas de conversas, e cursos de norte a sul do estado, com o objetivo de sensibilizar pacientes, profissionais de saúde e sociedade em geral, sobre a importância do aleitamento materno.
A campanha
No Brasil a campanha de Agosto Dourado é instituída pela Lei Federal n°13.345 de 12 de abril de 2017. A cor dourada foi escolhida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera o leite materno um “alimento de ouro”.
Doação
Quando a amamentação não pode ser realizada por algum motivo, a mãe e o bebê podem ser apoiados por outras mães, que estão possibilitadas a fazer doação de leite materno. Interessadas em ajudar com a doação de leite materno podem obter mais informações nos contatos (63) 3027-5083 e 3027-5120.
Dados
Dados dos bancos de Leite e postos de Coleta do Estado apontam que, entre 2006 a julho de 2025, no Tocantins foram realizados mais de 209,721mil atendimentos em grupo; 554,830 mil atendimentos individuais e mais de 66,790 mil visitas domiciliares. Foram acolhidas 40,117 mil doadoras de leite humano e beneficiados mais de 31 mil bebês, com 40,587 mil litros de leite humano coletados nos bancos de Leite e domicílios. No total, 27,493 mil litros de leite humano foram distribuídos aos bebês internados nas unidades de saúde do Tocantins.
A Rede
A Rede de Banco de Leite Humano do Tocantins conta com três bancos, localizados no HMDR, em Palmas; no Hospital Dom Orione, em Araguaína e, no Hospital Regional de Gurupi e dois pontos de coletas no Hospital Regional de Paraíso do Tocantins e no Hospital Materno Infantil Tia Dedé, em Porto Nacional.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO) emitiu, nesta quinta-feira, 31, uma nota técnica com orientações estratégicas para a intensificação imediata da vacinação contra o sarampo em todo o estado, em crianças a partir dos seis meses de idade. A medida é uma orientação do Ministério da Saúde (MS) e necessária, após a confirmação de casos da doença no município de Campos Lindos e o registro de casos suspeitos em outras localidades, o que acende um alerta para as autoridades sanitárias.
De acordo com a nota, o sarampo é uma doença infecciosa aguda, viral e altamente contagiosa, transmitida por via aérea por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar ou falar, permanecendo viável no ambiente por várias horas. Mesmo com vacinas eficazes e seguras disponíveis, surtos ainda ocorrem em razão da baixa cobertura vacinal, falhas na vigilância epidemiológica e circulação do vírus em diferentes países.
“Diante do cenário atual do estado, a orientação é para os 139 municípios intensificarem imediatamente a vacinação de rotina, conforme o Calendário Nacional de Vacinação. A imunização deve contemplar crianças, adultos e profissionais da saúde. Para as crianças a partir de seis meses, o imunizante indicado é a dupla viral”, afirmou a diretora de Vigilância das Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis da SES/TO, Gisele Luz.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, a vacinação é a medida mais eficaz para prevenir o sarampo e proteger as crianças e a população em geral. “Os municípios são fundamentais na execução dessa estratégia, por isso, pedimos a todos os gestores e que nos ajude a conter a proliferação do vírus, bem como toda a população para que compareça a uma das 323 salas de vacinação espalhadas no estado e se proteja”, reforçou.
Esquema de vacinação
-Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias: dose zero com a vacina dupla viral;
-Crianças de 12 meses: primeira dose (D1) da tríplice viral e, após 30 dias, segunda dose (D2) com a tetraviral (ou tríplice viral + varicela);
-Crianças de 15 meses a 4 anos 11 meses e 29 dias: segunda dose (D2) da tríplice viral, se já vacinadas aos 12 meses;
-Pessoas de 5 a 29 anos: duas doses da tríplice viral, se sem histórico vacinal ou com esquema incompleto;
-Pessoas de 30 a 59 anos: dose única da tríplice viral;
-Trabalhadores da saúde: duas doses da tríplice viral, independentemente da idade.
A nota também destaca orientações sobre o uso dos imunizantes conforme o laboratório produtor. A vacina dupla viral da Fiocruz/Bio-Manguinhos, indicada para crianças de 6 a 11 meses, não apresenta contraindicação para pessoas com alergia à proteína do leite de vaca (APLV). Já a tríplice viral, produzida pelo laboratórioSerum Institute of India, deve ser administrada a partir dos 9 meses, sendo contraindicada para gestantes e pessoas com APLV.
Distribuição
As doses da vacina dupla viral estarão disponíveis para a retirada por parte dos municípios a partir das 8h, da sexta-feira, dia 1º de agosto, nos polos de distribuição de imunizantes da SES/TO, localizados em Palmas e Araguaína. Os demais imunizantes já estão disponíveis nas 323 salas de vacinação, nos 139 municípios.
O Brasil possui cerca de 14 mil pessoas com hemofilia, uma doença rara causada pela falta de um dos fatores de coagulação no sangue, o que leva a sangramentos constantes. O tratamento mais tradicional para prevenir essas hemorragias está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), mas muitos pacientes e cuidadores enfrentam dificuldades para aplicá-lo em casa, de acordo com o Mapeamento Jornada do Paciente com Hemofilia A e B no Brasil, realizado pela Associação Brasileira do Paciente com Hemofilia – Abraphem, divulgado nesta quinta-feira (31).
A presidente da entidade, Mariana Battazza, explica que a grande maioria das pessoas com hemofilia precisam receber infusões de fator VIII ou IX de maneira profilática, para evitar especialmente os sangramentos internos, que costumam causar dor intensa e degeneração nas articulações e músculos, além do risco de danos neurológicos e morte. Mas esse medicamento é aplicado por via intravenosa, em média, três vezes por semana, mas nem todas as famílias conseguem fazer em casa, especialmente em crianças pequenas .
A pesquisa mostrou que 59% dos familiares de crianças de 0 a 6 anos não conseguem fazer a infusão. Por isso, 27% recorrem a uma unidade de saúde, 14% vão até o centro de tratamento de hemofilia, e 18% contam com a ajuda de algum profissional em casa. Mesmo os pacientes que conseguem fazer as infusões em casa, precisam ir ao hemocentro para retirar o medicamento. A maioria vai ao local uma vez por mês, mas 57% moram a pelo menos 100 km de distância da unidade. Por isso, o tempo médio por visita, considerando o deslocamento e o atendimento, é superior a 5 horas.
“Isso tira bastante a autonomia e exige muito mais tempo do cuidador, e qualquer ocorrência diferente na rotina podem dificultar ainda mais esse acesso. E se a cidade não tiver um hemocentro, a família vai recorrer ao hospital e tem que haver toda a preparação desses profissionais, porque a hemofilia é uma doença rara e nem sempre eles podem atender”, ressalta a presidente da Abraphem.
Além disso, no caso da maioria das crianças são necessárias duas tentativas ou mais de punção, para que a infusão seja feita corretamente, o que dificulta ainda mais a função dos cuidadores. A diretora estratégica da Supera Consultoria, Verônica Stasiak, uma das responsáveis técnicas pela pesquisa, lembra que esses cuidadores já enfrentam uma carga emocional muito grande.
“A primeira infância é a fase mais importante do desenvolvimento da criança. Então, é um período muito crítico de desenvolvimento físico, motor e cognitivo. Você tem uma vulnerabilidade muito grande associada à questão da hemofilia e você precisa prevenir sangramento e pra evitar que essa criança não tenha sequelas ao longo da vida.”
Apesar da ampla utilização da profilaxia, os pacientes entrevistados ainda relatam sangramentos frequentes. Quase 59% deles tiveram pelo menos três episódios no ano anterior à pesquisa, principalmente de hemartrose, um sangramento dentro das articulações.Como consequência, 71% dos pacientes com mais de 18 anos já apresentam alguma limitação de mobilidade, e em 90% desses casos, a limitação é permanente.
A pesquisa também mostra que 84% dos pacientes são cuidados pelas mães, e a rotina de tratamento associada às limitações das sequelas, muitas vezes cobra um preço alto a essas mulheres.
“A gente percebe pelos dados, um número muito significativo de cuidadores que deixou de trabalhar, que é 35%. Além disso, 23% precisou reduziu a carga horária e 14% mudou o tipo de trabalho para poder atender a essas demandas”, explica Mariana Battazza.
A Abraphem reivindica uma mudança no protocolo de tratamento oferecido pelo SUS. Desde o ano passado, pacientes que desenvolvem resistência ao tratamento convencional, tem recebido o anticorpo monoclonal emicizumabe, que é aplicado via injeção subcutânea. A associação pede que as crianças menores de 6 anos também tenham direito ao medicamento, considerando a dificuldade das famílias em fazer as infusões.
De acordo com o Ministério da Saúde, em 2023, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde avaliou a incorporação do medicamento para todos os pacientes menores de 12 anos, “mas emitiu parecer desfavorável, devido ao alto grau de incerteza sobre a eficácia da tecnologia nesse público, com base nas evidências científicas disponíveis,” explicou.
A presidente da Abraphem argumenta que os benefícios indiretos também devem ser considerados, “porque quando o produto é mais eficaz para controlar os sangramentos, você vai ter um paciente que vai crescer com muito menos sequelas, que vai precisar de muito menos internações, porque ele não vai ter complicações causadas pelos sangramentos. Ele também vai ter um nível de escolaridade melhor, porque ele vai faltar menos na escola. Se for adulto, vai faltar menos ao trabalho.”
A pesquisa foi financiada pela Roche, fabricante do emicizumabe . De acordo com Verônica Stasiak, não investigou a relação de custo-benefício de nenhum dos medicamentos, mas identificou que 92% dos entrevistados gostariam de ter tratamentos menos invasivos à disposição.
“A gente percebe com os resultados dessa pesquisa que a via de administração não é somente uma questão de preferência e conforto, embora isso seja extremamente importante. A maioria das pessoas falou que tem dificuldade com o acesso venoso, dificuldade de convencer as crianças e os adolescentes a fazer, e tem toda a questão logística de atendimento. E dentro da avaliação de tecnologia em saúde, esse custo indireto também precisa ser mensurado”, defende.
O Ministério da Saúde destacou em nota que “os medicamentos são adquiridos pela pasta e distribuídos gratuitamente aos centros de tratamento de hemofilia, presentes em todos os estados e no Distrito Federal, por meio das hemorredes estaduais. Dessa forma, o SUS assegura o acesso à terapia adequada para todos os pacientes com hemofilia no país.”
Após a confirmação de 11 casos de sarampo no município de Campos Lindos, no Tocantins, na semana passada, o Ministério da Saúde informou que está intensificando a vacinação contra a doença na região.
Em nota, detalhou que, desde o início do reforço até o momento, foram aplicadas mais de 1,1 mil doses em Campos Lindos e em Araguaína (TO).
Ainda de acordo com o comunicado, a previsão é que os municípios de Balsas e Imperatriz, ambos no Maranhão, recebam reforço na vacinação contra o sarampo até a próxima sexta-feira (1º), devido à proximidade com a divisa do Tocantins.
O Ministério da Saúde informou que, desde o último dia 21, mantém equipes permanentes em Campos Lindos e em cidades vizinhas para vigilância e bloqueio vacinal. A ação inclui varredura vacinal e busca ativa na comunidade.
“Técnicos do estado e do município conferem a caderneta vacinal de pessoas entre seis meses e 59 anos e indicam a vacina contra o sarampo para quem não está imunizado”, detalhou o ministério. Além dos 11 casos confirmados, outros seis seguem em investigação.
Nos dias 17 e 26 de julho, o governo federal realizou o Dia D de vacinação contra o sarampo em cidades do Acre, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul localizadas na fronteira com a Bolívia, que enfrenta um surto da doença. Cerca de três mil pessoas foram vacinadas.
No primeiro Dia D, o Acre aplicou 1,8 mil doses — quatro vezes mais que o contabilizado na vacinação de rotina, que registra, em média, 436 doses. No segundo dia, foram aplicadas 249 doses no Acre, 79 em Rondônia, 527 em Mato Grosso e 157 em Mato Grosso do Sul.
“O Ministério da Saúde reforça a importância de manter a vacinação contra o sarampo em dia. Com estoque suficiente em todos os estados, a recomendação é procurar a unidade de saúde mais próxima e garantir a proteção contra a doença, que é prevenível principalmente pela vacina”, finaliza.
Farmácias e drogarias que já integram o Programa Farmácia Popular do Brasil têm até esta quinta-feira (31) para renovar seu credenciamento. Em nota, o Ministério da Saúde informou que a medida é obrigatória para todos os estabelecimentos que desejam manter-se aptos a ofertar medicamentos e insumos pelo programa.
“A medida foi retomada em abril de 2025, reforçando as ações de monitoramento em curso do Farmácia Popular para evitar irregularidades e garantir o pleno acesso do serviço à população”, informou a pasta no comunicado. A renovação do credenciamento, segundo o ministério, havia sido interrompida em 2018.
De acordo com o ministério, atualmente, o Farmácia Popular oferece 41 itens gratuitos , incluindo medicamentos para o tratamento de doenças como diabetes, hipertensão, asma, osteoporose e dislipidemia, além de contraceptivos, fraldas geriátricas e absorventes higiênicos.
“O Farmácia Popular tem sido um importante aliado do Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o tratamento contínuo de doenças crônicas e a redução da demanda por atendimentos de urgência. A manutenção de uma rede ativa e regularizada de farmácias credenciadas é fundamental para garantir o sucesso do programa”, avaliou a pasta.
O Governo do Tocantins apresentou, nesta quarta-feira (30), em Brasília, suas estratégias de combate ao sarampo durante a 7ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). O encontro reuniu representantes de todas as unidades federativas, com foco especial na situação da Amazônia Legal. O secretário estadual da Saúde, Carlos Felinto, representou o Tocantins e detalhou as medidas adotadas no estado, em especial na cidade de Campos Lindos, onde foram identificados casos suspeitos da doença.
A preocupação com o risco de reintrodução do vírus no Brasil vem crescendo. Em 2024, o país recebeu o certificado de eliminação da circulação endêmica do sarampo da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), mas, em 2025, o aumento de casos em países vizinhos e a queda da cobertura vacinal interna acendem um sinal de alerta.
“Assim que tomamos conhecimento dos casos suspeitos, enviamos equipes a Campos Lindos, onde permanecem realizando ações de conscientização e imunização. Também recebemos visita do Ministério da Saúde, ocasião em que cobramos providências quanto ao controle de entrada de pessoas no país sem vacinação. Essa é uma questão grave de saúde pública”, afirmou o secretário Carlos Felinto.
A presidente do Conass, Tânia Mara Coelho, também defendeu medidas mais rigorosas na entrada de estrangeiros no Brasil. “É fundamental exigir comprovante de vacinação. Entendo que há impactos no turismo, mas precisamos pensar na obrigatoriedade da vacina para entrada no país. Falo como médica, preocupada com a saúde coletiva”, ressaltou.
Situação nacional exige vigilância imediata
A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, destacou que o sarampo é o vírus mais transmissível do mundo e que o Brasil vive uma situação peculiar. “Temos uma boa cobertura da primeira dose, mas ainda baixa para a segunda. Mais de 120 países enfrentam surtos, e o vírus está entrando no Brasil por diversas vias”, explicou.
Segundo a secretária, já há casos importados confirmados em pelo menos cinco estados. “No Tocantins, a resposta foi rápida e estamos atuando com bloqueio vacinal. A menor suspeita exige resposta imediata”, alertou. Ela reforçou a segurança e a eficácia da vacina, que está disponível desde a década de 1960, e lembrou que “vacinar é um direito da criança”.
Durante a reunião, foi feito um apelo para que gestores reforcem junto à população a importância da imunização e da manutenção da carteira vacinal atualizada.
Amazônia Legal e cooperação federativa
O evento também abordou os debates da Câmara Técnica de Atenção à Saúde do Conass, realizada neste mês no Pará. O secretário executivo do Conass, Jurandi Frutuoso, destacou o protagonismo da região Norte no encontro, elogiando a qualidade das experiências compartilhadas pelos estados.
“As apresentações revelaram soluções criativas, exitosas e um comprometimento genuíno com o Sistema Único de Saúde. É um exemplo de como o SUS deve respeitar e aprender com as diferenças regionais”, afirmou. Para ele, o intercâmbio entre os estados reforça a importância de uma cooperação federativa forte e de um SUS plural.
O secretário adjunto de Saúde do Pará, Adney Pareira, também celebrou a representatividade da Amazônia. “O debate nos fez enxergar nossa identidade com mais clareza. A presença do nosso governador reafirmando apoio à integração da região mostrou que é possível unirmos forças respeitando nossas especificidades”, pontuou.
Avaliação do Proadi-SUS
Durante a assembleia, também foi apresentada uma pesquisa com as 27 secretarias estaduais sobre o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), parceria do Ministério da Saúde com sete hospitais de excelência no país. Criado em 2009, o programa tem como objetivo fortalecer o SUS por meio de capacitação, pesquisa, gestão, avaliação tecnológica e assistência especializada.
O coordenador de Desenvolvimento Institucional do Conass, René Santos, explicou que o levantamento traçará um diagnóstico atual das principais demandas e desafios enfrentados pelos estados. “Esses dados orientarão o planejamento estratégico para o próximo triênio”, destacou.
Para o representante executivo de Ações Integradas nos Hospitais, Rogério L´Abbate, o engajamento dos gestores estaduais na pesquisa é essencial. “Nenhum programa pode ter sucesso sem considerar a visão de quem está na ponta. A construção coletiva é o que dá solidez às nossas ações”, afirmou.
O Proadi-SUS tem abrangência nacional e busca assegurar que os recursos aplicados resultem em melhorias concretas na saúde pública de todas as regiões do Brasil.
As ações estratégicas do Governo do Tocantins para a contenção do sarampo foram apresentadas pelo secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, na 7ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) em 2025. O evento ocorreu na quarta-feira,30, em Brasília e também foi marcado pelos depoimentos da Câmara Técnica do Conass de Atenção à Saúde, que aconteceu neste mês, no Pará, e reuniu representantes de todos os estados da Amazônia Legal.
Com o risco crescente de reintrodução do vírus do sarampo no Brasil, após conquistar, em 2024 o certificado de eliminação da circulação endêmica da doença concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde, o País agora observa com preocupação o aumento de casos em países vizinhos e a queda nas taxas de vacinação em seu território.
Segundo o titular da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), Carlos Felinto, “logo que soubemos da suspeita de casos, enviamos equipes que permanecem no município de Campos Lindos, reforçando o trabalho de conscientização e imunização da população. Além disso, recebemos a visita do Ministério da Saúde, quando questionamos sobre o controle da entrada de pessoas no País, sem vacina. É preciso tomar uma providência em relação a esse assunto tão sério para a saúde pública no Brasil”.
A presidente do Conass, Tânia Mara Coelho defendeu a adoção de medidas mais rígidas em relação à entrada de estrangeiros no Brasil. Segundo ela, é fundamental exigir comprovação de vacinação. “Sei que existe uma questão de turismo envolvida, mas acho que precisamos exigir a vacina. Falo isso como médica e acredito que devemos pensar seriamente na obrigatoriedade da vacinação para entrada no País”, afirmou. A presidente também destacou a importância de uma ação conjunta entre estados, municípios e governo federal. “Temos que ser mais firmes e decidir, em conjunto, maneiras de implementar essa exigência”, falou.
Segundo a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, o vírus do sarampo é o mais transmissível conhecido no mundo hoje e que o Brasil vive uma situação peculiar. “Temos uma boa cobertura vacinal para a primeira dose, mas a cobertura da segunda dose ainda é baixa. E o que está acontecendo no mundo? Mais de 120 países estão enfrentando surtos de sarampo, e ele está entrando no Brasil por diversas vias”, comentou.
Ela evidenciou que o país já teve casos importados em pelo menos cinco estados, com um ou dois casos confirmados em cada um. “Agora enfrentamos um problema específico no estado do Tocantins, onde está sendo feito um bloqueio. O Ministério da Saúde enviou uma equipe para atuar junto com as Secretarias Estadual e Municipal de Saúde, e estamos trabalhando para conter a situação. Isso porque, ao menor sinal de suspeita de sarampo, a ação precisa ser imediata”, afirmou.
Mariângela Simão falou que a vacina do sarampo é uma das vacinas mais antigas e está licenciada desde a década de 1960. “É uma vacina altamente eficaz e muito segura. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tem dito com frequência que vacinar é um direito da criança. Muitos pais hoje não tiveram sarampo ou não conhecem a doença porque, no passado, seus próprios pais os levaram para vacinar contra o sarampo e outras doenças”, declarou.
Na reunião foi feito um apelo para que os gestores alertem a população para que não negue esse direito às crianças e que os responsáveis procurem um posto de saúde e mantenham a carteira de vacinação em dia.
Amazônia Legal
Sobre a Câmara Técnica do Conass de Atenção à Saúde, o secretário executivo do Conselho, Jurandi Frutuoso destacou que foi a primeira vez em que o Norte se apresentou com tanta força e protagonismo, e isso marcou profundamente os técnicos do Conass. “No dia a dia, aqui na sede, muitas vezes ficamos presos em discussões técnicas, preocupados, debatendo portarias, e não temos tempo de pensar, por vezes, que o mundo fora desse ambiente também pulsa e com muita potência”, ressaltou.
Jurandi ressaltou a riqueza das apresentações realizadas por diversos estados. Segundo ele, cada apresentação revelou experiências exitosas, soluções criativas e um comprometimento concreto com o Sistema Único de Saúde (SUS). “Esse ambiente nos permitiu acolher, de forma genuína, a ideia de um SUS composto, um sistema que respeita as diferenças regionais e aprende com elas”, afirmou. Para ele, o intercâmbio entre as diversas realidades estaduais demonstra a potência da cooperação federativa e reforça a importância de um SUS plural, que valoriza a diversidade como motor de inovação e fortalecimento das políticas públicas.
O secretário adjunto da secretária de saúde do Pará, Adney Pareira, comemorou a grandiosidade do evento e enfatizou o olhar que a câmara técnica proporcionou para os envolvidos. “Nos fez enxergar a Amazônia com outros olhos. Ver nossa identidade refletida em cada debate, com a presença do nosso governador, reafirmando seu apoio à ideia de integrar a Amazônia respeitando suas especificidades, foi, por si só, um sinal claro de inovação. Mostrou que sim, é possível darmos as mãos”, declarou.
Proadi-SUS
Na reunião foi realizada uma pesquisa com o objetivo de conhecer a opinião das secretarias estaduais de saúde sobre o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), uma parceria entre o Ministério da Saúde e sete hospitais de excelência no Brasil, criado em 2009. O programa tem como finalidade apoiar e fortalecer o SUS por meio de projetos voltados à capacitação de profissionais, pesquisa, avaliação e incorporação de tecnologias, gestão e assistência especializada, conforme as demandas do Ministério da Saúde, Conass e Consems.
“Com base nos dados coletados nesta pesquisa, será possível identificar oportunidades estratégicas que orientarão o planejamento e a tomada de decisões para o próximo triênio. O levantamento de informações junto às 27 secretarias estaduais representa um diagnóstico abrangente e atualizado das principais demandas, desafios e iniciativas em curso”, disse o coordenador de Desenvolvimento Institucional do Conass, René Santos.
Segundo o representante executivo de Ações Integradas nos Hospitais, Rogerio L´abbate, é evidente que nenhum programa ou projeto pode ser executado com sucesso sem compreender a visão dos gestores de todo País. “Por isso, é motivo de grande satisfação ver todos participando desse momento, resultado de um processo de construção coletiva que se materializa em uma proposta estruturada e aplicada de forma concreta”, falou.
As iniciativas do Proadi-SUS têm abrangência nacional, com o compromisso de assegurar que os recursos investidos resultem em benefícios concretos para o desenvolvimento do SUS em todas as regiões do País.
Secretário Carlos Felinto destacou as ações de combate ao sarampo no Tocantins – Ascom Conass Assembleia do Conass ocorreu na quarta-feira, 30 de julho, em Brasília – Ascom Conass
O Ministério da Saúde abre, nesta quinta-feira (31), consulta pública sobre a incorporação da vacina meningo B no Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante previne contra a infecção pela bactéria meningococo do tipo B , que é a mais prevalente entre as causadoras de doença meningococica. A vacina já está disponível no sistema privado de saúde. Já o Sus disponibiliza imunizantes contra outros quatro sorotipos: A, C, W e Y.
O meningococo é transmitido pelo ar e a principal consequência grave é a meningite meningocócica, inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, que pode evoluir com muita rapidez e até levar ao óbito. Somente este ano, o Brasil registrou 2357 casos de meningite do tipo bacteriana, com 454 mortes. Além da alta letalidade, entre 10% e 20% dos sobreviventes desenvolvem sequelas, como surdez, amputação de membros ou comprometimentos neurológicos.
A maior parte dos registros submetidos ao Ministério da Saúde não informam a sorologia da bactéria causadora, mas pelo menos 138 casos foram causados por meningococo do tipo B, com 21 mortes. Por isso, a vacinação com a meningo B é recomendada por sociedades médicas, apesar de não fazer parte do calendário básico infantil do SUS. O imunizante deve ser aplicado em três doses, aos 3, 5 e 12 meses de idade.
A proposta de incorporação foi apresentada pela farmacêutica GSK , produtora do imunizante à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde – Conitec , órgão responsável por avaliar todas as propostas de inclusão no sistema.
De acordo com o dossiê apresentado, o custo de inclusão do imunizante é de aproximadamente R$ 6,1 bilhões ao longo de cinco anos , mas a farmacêutica argumenta que a vacinação reduziria gastos com a internação e o tratamento dos doentes.
A consulta pública ficará disponível por 20 dias no site da comissão. Em seguida, as contribuições serão analisadas pelos membro da Conitec e para a elaboração do relatório que vai recomendar a inclusão ou a não-inclusão da vacina.