Categoria: Saúde

  • Coral do HGP abre inscrições para  seleção de novos integrantes

    Coral do HGP abre inscrições para  seleção de novos integrantes

    Estão abertas até o dia 15 de agosto asinscrições para seleção de novos integrantes do coral doHospital Geral de Palmas (HGP). O processo seletivo é destinado a servidores e comunidade em geral.

    O grupo foi criado em 2022 e faz parte do Projeto de Musicoterapia do setor de Humanização da unidade e se apresenta nos diversos setores da unidade hospitalar, levando esperança, mensagens de fé a pacientes internados, acompanhantes e servidores.

    O regente do coral, padre Geraldinho ressalta que a participação é gratuita. As pessoas interessadas em participar do projeto podem agendar o teste de voz pelo WhatsApp do setor de Humanização, (63) 3027-5649.

    “No coral temos a oportunidade de proporcionar um acolhimento mais humanizado e conforto aos pacientes, servidores do hospital”, destaca padre Geraldinho.

  • Governo do Tocantins institui núcleo para fortalecer a segurança do paciente na rede de saúde

    Governo do Tocantins institui núcleo para fortalecer a segurança do paciente na rede de saúde

    O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), publicou. nessa terça-feira, 29, a Portaria nº 843/2025 que cria o Núcleo Estadual de Gestão e Estratégia da Segurança do Paciente (Negesp). Ligado diretamente ao gabinete do secretário, o núcleo tem a missão de aprimorar a governança em saúde, fortalecendo a integração, a qualidade e a cultura de segurança em todos os serviços da Rede de Atenção à Saúde (RAS).

    O Negesp atuará como um núcleo de governança em todos os pontos de atenção à saúde, apoiando a gestão estadual nas tomadas de decisão estratégicas. “Esse núcleo vai subsidiar a Secretaria da Saúde em decisões que impactam diretamente a vida do usuário do Sistema Único de Saúde, seja na redução de custos, na definição de metas, no contexto político ou econômico. Além disso, vai garantir que os protocolos sejam aplicados corretamente, assegurando uma assistência padronizada e segura em toda a rede”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto.

    Entre os principais objetivos do núcleo estão o planejamento das ações de segurança do paciente na rede estadual; a definição dos requisitos de monitoramento e validação dos trabalhos e a atribuição de prazos e responsabilidades para cada iniciativa. Na prática, o Negesp busca enfrentar eventos adversos evitáveis, que resultam em custos elevados e comprometem a confiança dos pacientes.

    Com a criação do núcleo, a SES-TO pretende também ampliar o uso de tecnologias para monitoramento de indicadores em tempo real, promover a integração entre gestores, profissionais e instituições de ensino, além de estimular a participação ativa dos usuários na sua própria segurança.

    “Tornar o atendimento cada vez mais seguro e humanizado. Queremos reduzir riscos, melhorar processos e fortalecer a confiança da população no SUS do Tocantins. Segurança do paciente é algo que conecta todos os setores, e com o Negesp conseguimos alinhar a rede para que cada atendimento siga protocolos bem definidos e eficazes”, concluiu o secretário.

    A portaria entra em vigor na data de sua publicação e está disponível no Diário Oficial do Estado nº 6.866.

  • Em Araguaína, Governo do Tocantins realiza 2º Seminário Macrorregional de Prevenção ao Sarampo

    Em Araguaína, Governo do Tocantins realiza 2º Seminário Macrorregional de Prevenção ao Sarampo

    O2º Seminário Macrorregional de Prevenção ao Sarampo, realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO) em parceria com o Ministério da Saúde (MS), ocorreu nesta terça-feira, 29, no auditório da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), em Araguaína. O evento teve como objetivo a atualização das estratégias de prevenção contra o sarampo, com destaque para a palestraAmeaça da reintrodução do sarampo no Brasil: cenário epidemiológico global.

    Mais de 160 participantes, representando 44 municípios das regiões Bico do Papagaio, Médio Norte Araguaia e Cerrado Tocantins Araguaia, estiveram presentes no encontro.

    Representando o secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, a diretora de Vigilância Sanitária do Tocantins, Amanda Campos Feitosa, ressaltou a importância da imunização. “Vacinar é um ato individual, mas também é um compromisso coletivo. É importante reforçar que, quando nos vacinamos, protegemos a nós mesmos e a quem está ao nosso lado”, reforçou.

    O diretor do Programa Nacional de Imunizações do MS, Éder Gatti Fernandes, lembrou que o Brasil possui certificação internacional de área livre do sarampo, mas alertou para os riscos da reintrodução da doença. “Conseguimos uma certificação internacional no ano passado. Porém, o sarampo ainda está presente em todo o mundo e há um aumento de casos nas Américas, com mais de oito mil registros, principalmente no norte dos Estados Unidos, Canadá, México e agora na Bolívia. Mesmo com a certificação, casos de sarampo podem entrar no país. Por isso, estamos trabalhando para sensibilizar a vigilância e melhorar a cobertura vacinal, protegendo nossa população”, afirmou.

    A diretora de Vigilância de Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis da SES/TO, Gisele Luz, enfatizou a importância da mobilização. “Não é momento de pânico, mas de atenção e alerta máximo tanto para as autoridades quanto para os profissionais de saúde e a sociedade. Ontem realizamos um evento em Palmas, com a presença de 53 municípios, agora, temos a mesma expectativa para a região norte do Tocantins, reunindo gestores, secretários, prefeitos e profissionais de saúde para debater as principais ações de enfrentamento da doença”, pontuou.

    O secretário municipal de Saúde de Campos Lindos, Corinto Gomes, compartilhou a experiência vivida no município após a identificação do primeiro caso suspeito de sarampo. “Há oito dias, registramos o primeiro caso suspeito e, de imediato, notificamos a Secretaria de Estado, que prontamente acionou o Ministério da Saúde. Uma equipe foi enviada no sábado ao município, e iniciamos o isolamento, mapeamento e monitoramento dos locais onde esteve a pessoa suspeita. Agora, estamos intensificando a vacinação no município e aproveito para agradecer pelo apoio e força-tarefa”, relatou.

    Já a secretária municipal de Saúde de Araguaína, Ana Paula Abadia, destacou a importância da união entre os gestores municipais. “Todos os secretários municipais de saúde devem unir forças para realizar a busca ativa em nossa população e intensificar ações preventivas com as comunidades. Agradeço à Secretaria de Estado da Saúde, à equipe de vigilância, ao Ministério da Saúde e à UFNT pelo espaço. Que este seminário seja um espaço profundo de troca de experiências, construção coletiva de estratégias e reafirmação do nosso compromisso com a saúde pública”, concluiu.

  • Governo do Tocantins realiza 2º Seminário Macrorregional de Prevenção ao Sarampo em Araguaína

    Governo do Tocantins realiza 2º Seminário Macrorregional de Prevenção ao Sarampo em Araguaína

    O2º Seminário Macrorregional de Prevenção ao Sarampo, realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO) em parceria com o Ministério da Saúde (MS), ocorreu nesta terça-feira, 29, no auditório da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), em Araguaína. O evento teve como objetivo a atualização das estratégias de prevenção contra o sarampo, com destaque para a palestraAmeaça da reintrodução do sarampo no Brasil: cenário epidemiológico global.

    Mais de 160 participantes, representando 44 municípios das regiões Bico do Papagaio, Médio Norte Araguaia e Cerrado Tocantins Araguaia, estiveram presentes no encontro.

    Representando o secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, a diretora de Vigilância Sanitária do Tocantins, Amanda Campos Feitosa, ressaltou a importância da imunização. “Vacinar é um ato individual, mas também é um compromisso coletivo. É importante reforçar que, quando nos vacinamos, protegemos a nós mesmos e a quem está ao nosso lado”, reforçou.

    O diretor do Programa Nacional de Imunizações do MS, Éder Gatti Fernandes, lembrou que o Brasil possui certificação internacional de área livre do sarampo, mas alertou para os riscos da reintrodução da doença. “Conseguimos uma certificação internacional no ano passado. Porém, o sarampo ainda está presente em todo o mundo e há um aumento de casos nas Américas, com mais de oito mil registros, principalmente no norte dos Estados Unidos, Canadá, México e agora na Bolívia. Mesmo com a certificação, casos de sarampo podem entrar no país. Por isso, estamos trabalhando para sensibilizar a vigilância e melhorar a cobertura vacinal, protegendo nossa população”, afirmou.

    A diretora de Vigilância de Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis da SES/TO, Gisele Luz, enfatizou a importância da mobilização. “Não é momento de pânico, mas de atenção e alerta máximo tanto para as autoridades quanto para os profissionais de saúde e a sociedade. Ontem realizamos um evento em Palmas, com a presença de 53 municípios, agora, temos a mesma expectativa para a região norte do Tocantins, reunindo gestores, secretários, prefeitos e profissionais de saúde para debater as principais ações de enfrentamento da doença”, pontuou.

    O secretário municipal de Saúde de Campos Lindos, Corinto Gomes, compartilhou a experiência vivida no município após a identificação do primeiro caso suspeito de sarampo. “Há oito dias, registramos o primeiro caso suspeito e, de imediato, notificamos a Secretaria de Estado, que prontamente acionou o Ministério da Saúde. Uma equipe foi enviada no sábado ao município, e iniciamos o isolamento, mapeamento e monitoramento dos locais onde esteve a pessoa suspeita. Agora, estamos intensificando a vacinação no município e aproveito para agradecer pelo apoio e força-tarefa”, relatou.

    Já a secretária municipal de Saúde de Araguaína, Ana Paula Abadia, destacou a importância da união entre os gestores municipais. “Todos os secretários municipais de saúde devem unir forças para realizar a busca ativa em nossa população e intensificar ações preventivas com as comunidades. Agradeço à Secretaria de Estado da Saúde, à equipe de vigilância, ao Ministério da Saúde e à UFNT pelo espaço. Que este seminário seja um espaço profundo de troca de experiências, construção coletiva de estratégias e reafirmação do nosso compromisso com a saúde pública”, concluiu.

  • Hospital Regional de Guaraí realiza mutirão de cirurgias ortopédicas

    Hospital Regional de Guaraí realiza mutirão de cirurgias ortopédicas

    Para acelerar o atendimento à população e promover bem-estar e qualidade de vida, a Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO) realiza nos dias 29 de julho, 2 e 5 de agosto, mutirões de cirurgias ortopédicas, no Hospital Regional de Guaraí (HRGua). As cirurgias atenderão 28 pacientes dos municípios de Centenário, Pedro Afonso, Recursolândia e Guaraí, reforçando o compromisso do Governo do Tocantins em garantir o direito à saúde com qualidade e dignidade.

    Nos três dias de mobilização, serão feitos nove procedimentos na terça-feira, 29; nove no sábado, 2 de agosto; e outros 10 no dia 5. As cirurgias incluem retiradas de haste, retiradas de placa, ressecção de tumor e tratamento de fraturas de rádio distal. Todas consideradas essenciais para a reabilitação física e funcional dos pacientes.

    Um dos beneficiados, Ronaldo Morais da Silva, morador de Recursolândia, comemorou a realização da cirurgia. “Em abril, quando eu estava aguardando essa cirurgia, fizemos solicitação para vários hospitais, em várias cidades, tentando conseguir uma vaga ou um encaixe. E agora deu certo, fui atendido bem rápido. Quando conseguimos fazer a solicitação lá, logo fui chamado e, graças a Deus, fui atendido e estou muito satisfeito com o serviço que foi feito”, afirmou.

    O diretor-geral do HRGua, Cláudio Reis de Oliveira, destacou a importância da ação. “O mutirão de cirurgias ortopédicas é uma ação estratégica do Governo do Tocantins para reduzir filas de espera e aumentar o acesso da população a procedimentos cirúrgicos. Estamos conseguindo diminuir o tempo de espera por cirurgias ortopédicas, que podem ser essenciais para a recuperação da qualidade de vida do paciente”.

  • Saúde discute plano de respostas a mudanças climáticas

    Saúde discute plano de respostas a mudanças climáticas

    Brasília sedia, até a próxima quinta-feira (31), a Conferência Global sobre Clima e Saúde, com foco na construção de políticas de adaptação do setor em meio aos efeitos das mudanças climáticas. Durante a sessão de abertura do encontro, nesta terça-feira (29), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu “mobilização para transformação”.

    “Precisamos realizar um verdadeiro mutirão. Esse esforço coletivo é essencial, pois nenhuma pessoa ou país sozinho consegue promover as transformações necessárias. Por isso, a mobilização de toda a sociedade e de todas as nações é fundamental para coordenar e liderar esse mutirão”, disse.

    Em nota, a pasta destacou que as ações estão alinhadas ao Plano de Ação em Saúde de Belém, proposta a ser apresentada pelo governo brasileiro durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em novembro.

    “Desenhado para ser uma referência global, o plano busca liderar ações de resposta aos impactos climáticos sobre a saúde, com destaque para o enfrentamento de eventos extremos, o fortalecimento de sistemas de alerta precoce e a implementação de estratégias de adaptação nos territórios”, destacou o comunicado.

    “A iniciativa, de adesão voluntária pelos Estados-membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), reforça o compromisso do Brasil com a equidade em saúde, a justiça climática e a governança participativa”, completou a pasta.

    Durante o evento, o diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, lembrou que a entidade tem trabalhado junto aos Estados-membros, em nível nacional e subnacional, para desenvolver planos de adaptação da saúde às mudanças climáticas e estudos de viabilidade para investimentos.

    “A Opas está pronta para implementar as políticas mencionadas e o Plano de Ação de Saúde de Belém”, disse. “Seguiremos comprometidos para avançar juntos e explorar situações inovadoras para desafios comuns”, completou Jarbas.

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    O evento

    A Conferência Global sobre Clima e Saúde é organizada pelo governo brasileiro em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a Aliança para Ação Transformadora sobre Clima e Saúde (Atach).

    A programação inclui sessões plenárias, painéis, oficinas e rodas de conversa com foco na troca de experiências e na apresentação de soluções inovadoras. As discussões, de acordo com o Ministério a Saúde, vão contribuir diretamente para a consolidação do plano de adaptação levado à COP30.

  • Estações do MetrôRio terão pontos de vacinação contra gripe e sarampo

    Estações do MetrôRio terão pontos de vacinação contra gripe e sarampo

    Vacinação de combate à gripe e ao sarampo será realizada, a partir desta terça-feira (29), das 9h às 16h, na estação do Metrô da Pavuna, bairro da zona norte do Rio de Janeiro. A ação é uma pareceria da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) com a concessionária MetrôRio.

    Amanhã (30), também das 9h às 16, a vacinação estará ocorrendo nas estações Botafogo, Carioca (Centro), Jardim Oceânico (Barra da Tijuca) e Triagem. Os pontos de imunização serão instalados fora das áreas de embarque e desembarque, permitindo que qualquer pessoa possa se vacinar sem precisar passar pelas catracas.

    A estratégia da SMS é levar a vacinação a locais de grande circulação de pessoas. Durante a ação, além da aplicação das doses, as equipes de saúde vão orientar os passageiros sobre a importância de completar o esquema vacinal contra os vírus, além de tirar dúvidas sobre a imunização.

    Documento

    Para se imunizar, será necessário apresentar um documento de identificação e, caso possível, a caderneta de vacinação.

    A imunização contra o sarampo é destinada a pessoas de 18 a 59 anos que não estejam vacinadas, ou para os que fazem parte da faixa etária até 29 anos que tenham recebido apenas uma dose, de modo a completar seu esquema vacinal com a segunda dose.

    A vacina da influenza, é para crianças a partir de seis meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes .

    Os imunizantes estão disponíveis também nos 240 postos de vacinação em unidades de saúde e no Super Centro Carioca de Vacinação, unidades Botafogo (funcionamento de domingo a domingo, das 8h às 22h) e Campo Grande, localizado no Park Shopping Campo Grande, funcionamento de domingo a domingo, de acordo com o horário do centro comercial).

  • Agência do SUS seleciona 130 profissionais de nível médio e superior

    Agência do SUS seleciona 130 profissionais de nível médio e superior

    A Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) lançou edital de seleção pública para contratação de 130 profissionais que trabalharão na sede da entidade, em Brasília.

    Os interessados podem se inscrever até 25 de agosto no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV), banca organizadora do certame.

    A taxa de inscrição é de R$ 120 para os cargos de nível superior e R$ 70 para nível médio. Serão 24 vagas para auxiliar de gestão (nível médio) e 106 para analista de gestão (nível superior) nas áreas de administração, advocacia, arquitetura, comunicação social, contabilidade, design gráfico, enfermagem, engenharia civil, engenharia elétrica, segurança do trabalho, medicina, psicologia, saúde pública e tecnologia da informação.

    O processo seletivo também prevê a formação de cadastro reserva.

    Os candidatos selecionados serão contratados em regime CLT, com carga horária de 40 horas semanais, para trabalho em Brasília. Os salários variam entre R$ 4.000 e R$ 16.663.

    Seleção

    As provas serão aplicadas em 12 de outubro. Serão 70 questões de múltipla escolha, incluindo uma parte de conhecimentos gerais e outra de temas específicos para cada cargo.

    Para as carreiras de nível superior, serão convocados para uma avaliação de experiência profissional, etapa de caráter classificatório, todos os aprovados nas provas objetivas.

    Experiência prévia no Sistema Único de Saúde (SUS) e na saúde indígena serão um diferencial na seleção.

    O certame prevê reserva de vagas para candidatos negros (25%), indígenas (3%), quilombolas (2%) ou com deficiência (5%).

    AgSUS

    Criada pelo governo federal em 2023, a AgSUS tem a finalidade de dar suporte operacional à execução de políticas formuladas pelo Ministério da Saúde, especialmente nas áreas de Atenção à Saúde Indígena e na Atenção Primária à Saúde.

    As ações específicas da AgSUS são definidas pelo ministério e pactuadas por meio de contrato de gestão com o órgão, responsável também pelo orçamento da entidade.

    É constituída como um serviço social autônomo, na forma de pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, de interesse coletivo e utilidade pública.

    O modelo permite realizar recrutamento e seleção céleres de trabalhadores qualificados para atuarem no SUS, observando critérios transparentes e objetivos de seleção.

    A AgSUS apoia o Ministério da Saúde especialmente no provimento, estratégias de fixação e na formação de profissionais em regiões vulneráveis com vazios assistenciais.

  • Planos de saúde poderão abater dívidas ao atender pacientes do SUS

    Planos de saúde poderão abater dívidas ao atender pacientes do SUS

    Planos de saúde terão a possibilidade de abater dívidas de ressarcimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) ao atender pacientes da rede pública. A portaria que oficializa a medida foi apresentada nesta segunda-feira (28) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e pela presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Carla de Figueiredo Soares.

    A expectativa é que os pacientes do SUS sejam atendidos na rede privada a partir de agosto. A medida faz parte do programa Agora Tem Especialistas, e priorizará seis áreas com mais carência por serviços especializados: oncologia, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, cardiologia e ginecologia.

    Segundo o Ministério da Saúde, também será considerada a demanda dos estados e municípios, que vão apresentar suas necessidades. Estima-se que, inicialmente, R$ 750 milhões em dívidas das operadoras privadas sejam convertidos em consultas, exames e cirurgias.

    As dívidas ocorrem porque os planos de saúde têm que ressarcir o SUS quando os beneficiários dos planos de saúde usam serviços públicos e estes constam na cobertura contratual assinada.

    As operadoras que desejarem participar do programa devem aderir ao edital conjunto do Ministério da Saúde e da ANS. É preciso comprovar capacidade técnica e operacional e disponibilizar uma matriz de oferta que atenda às necessidades do SUS. Segundo a pasta, as vantagens da adesão ao edital são a regularidade fiscal, o uso da total capacidade dos hospitais conveniados e a redução de litígios administrativos e judiciais.

    Os valores a serem convertidos em atendimento terão que ser negociados com a ANS ou com a Procuradoria-Geral Federal, no caso de dívidas ativas. Os planos de saúde precisam realizar mais de 100 mil atendimentos por mês. De forma excepcional, será considerado valor mínimo de R$ 50 mil por mês para planos de saúde de menor porte.

    “É a primeira vez na história do SUS que implementamos um mecanismo como este. As dívidas, que antes iam para o Fundo Nacional de Saúde, mas não se convertiam em atendimento, agora viraram ações concretas para reduzir filas e dar dignidade a quem mais precisa”, disse o ministro Alexandre Padilha.

    Plataforma de integração

    O Ministério da Saúde também anunciou que os dados dos atendimentos realizados pela rede pública e pela rede de saúde suplementar estarão integrados na Rede Nacional de Dados em Saúde.

    A partir de outubro, a promessa é de que os pacientes tenham mais autonomia e facilidade para acessar o histórico clínico. Será possível consultar exames, prescrições médicas, diagnósticos e tratamentos realizados no SUS e nos hospitais, clínicas e laboratórios conveniados aos planos de saúde.

    Segundo a pasta, as informações da rede suplementar evitarão a repetição de exames, reduzirão custos e melhorarão diagnósticos e tratamentos.

    A integração com a plataforma do SUS ocorrerá em etapas. Entre 1º de agosto e 30 de setembro, a Rede Nacional de Dados em Saúde receberá dados da população dos períodos de 2020 a 2025. A partir de outubro, a transferência será automática, conforme os atendimentos forem realizados.

    Dados dos planos de saúde serão visualizados pela população no aplicativo Meu SUS Digital. Profissionais e gestores do SUS poderão acessá-los nas plataformas SUS Digital Profissional e SUS Digital Gestor, respectivamente.

    O Ministério da Saúde espera que o volume na Rede Nacional de Dados em Saúde passe dos atuais 2,8 bilhões de registros para mais de 5,3 bilhões. A plataforma do SUS já conta com informações referentes a atendimentos públicos: mais de 80% dos estados e 68% dos municípios brasileiros usam a rede para organizar e planejar ações.

  • Manicômios judiciários unem o pior da prisão e do hospício, diz CFP

    Manicômios judiciários unem o pior da prisão e do hospício, diz CFP

    I nspeções em manicômios judiciários do país, realizadas pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), revelaram o uso de choque elétrico, medicalização forçada, violência física e psicológica, isolamento punitivo e outras práticas de tortura e violações. As conclusões estão no Relatório de Inspeção Nacional: Desinstitucionalização dos Manicômios Judiciários , lançado nesta segunda-feira (28) pela entidade, em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    “É uma denúncia pública e técnica que escancara o que o Brasil insiste em esconder através dos muros e grades dos estabelecimentos de custódia e tratamento psiquiátricos: a continuidade de práticas de tortura, abandono, medicalização forçada e o encarceramento que pode equivaler, na prática, com prisões perpétuas”, disse a presidenta do CFP, Alessandra Almeida, durante evento de divulgação do relatório.

    Os manicômios judiciários são destinados a pessoas com transtorno mental ou deficiência psicossocial em conflito com a lei e estão no foco da Resolução nº 487/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que criou a Política Antimanicomial do Poder Judiciário e indicou a necessidade de fechamento desses locais .

    Segundo Almeida, foi observado um contexto de violações sistemáticas e institucionalizadas nas instituições asilares, como contenções físicas e químicas sem respaldo clínico, agressões físicas e verbais, isolamento punitivo, violação de vínculos familiares e ausência de canais de denúncia.

    A inspeção identificou 2.053 pessoas com deficiência psicossocial em conflito com a lei ainda institucionalizadas nesses locais de caráter asilar – que é centrado na exclusão e isolamento.

    “São práticas que contrariam frontalmente a prescrição de cuidado e atenção à saúde que devem ser direcionadas à essa população, conforme o que estabelece a Lei 10.216/2001 [Lei da Reforma Psiquiátrica], Convenções Internacionais das quais o Brasil é signatário e uma série de dispositivos e normativas que orientam a política de saúde mental no país”, disse.

    Equipes do CFP fizeram inspeção presencial em 42 instituições, de janeiro a março de 2025, em 21 unidades federativas, das cinco regiões do país. Realizado dez anos após o primeiro diagnóstico feito pela entidade sobre o tema, o novo relatório concluiu que esses locais continuam reproduzindo “o pior da prisão com o pior do hospício”.

    “A negligência, a lógica do castigo, a violação e o abandono estatal que chega a resultar em prisões perpétuas são marcas dessas instituições”, apontou a entidade.

    O documento pontua ainda que as instituições têm problemas como infraestrutura degradada, restrições severas à circulação, falta de acessibilidade e superlotação ; o acesso à água potável e à alimentação é limitado e insalubre; e faltam itens básicos para a higiene pessoal e roupas de cama. Segundo o CFP, foram identificadas também diversas formas de precarização do trabalho.

    Racismo e capacitismo

    “Quando olhamos para os manicômios judiciários, vemos pessoas que não são punidas pelo que fizeram mas pelo que se teme que possam fazer. Esse é o conceito de periculosidade, uma noção subjetiva e frequentemente enviesada, racializada e capacitista”, disse a presidenta do conselho.

    Com base no pensamento de Franz Fanon, ela mencionou que a psiquiatria pode servir como ferramenta de opressão quando trata os sujeitos como problemas a serem corrigidos e não como pessoas a serem compreendidas. “Fanon, que foi psiquiatra e revolucionário, já advertia que a colonialidade habita os discursos da normalidade, do diagnóstico e do controle”.

    “No Brasil, essa colonialidade se expressa de forma aguda na vida das pessoas negras, pobres, periféricas e com sofrimento psíquico. Ana Flauzina [doutora em Direito] afirma que o sistema prisional brasileiro é um sistema de desaparecimento de corpos negros, uma tecnologia de morte lenta e silenciosa”, acrescentou.

    Ao citar ainda Carla Akotirene, autora da obra Interseccionalidade, Alessandra Almeida ressalta os cruzamentos entre raça, gênero, classe e deficiência no contexto da construção do que seria um “sujeito perigoso”.

    “Isso nos faz reafirmar que, pelo menos, para as análises, investigações e práticas psicológicas, já não é possível – diante das complexidades sociais impostas – que não utilizemos a interseccionalidade como um elemento importante da nossa práxis”, concluiu.